Fuzileiros Navais fazem exercício militar no Rio em preparação para inspeção da ONU
Os Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil realizaram, nesta terça-feira (26), um grande exercício militar na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, como preparação para uma inspeção da Organização das Nações Unidas (ONU).
A atividade reúne mais de 500 militares e faz parte do processo de revalidação da certificação máxima da Força de Reação Rápida da Marinha para atuação em missões de paz internacionais.
A partir desta quarta-feira (27), quatro especialistas da ONU vão visitar instalações militares no Rio para avaliar se a tropa brasileira continua apta a atuar em operações de manutenção da paz em diferentes partes do mundo. A inspeção segue até sexta-feira (29).
Segundo a Marinha, o treinamento simula uma base expedicionária semelhante às utilizadas em cenários de guerra civil, crises humanitárias e conflitos armados. A estrutura montada conta com refeitório, hospital, centro de comando e áreas de apoio logístico.
“O objetivo é buscar as condições mais próximas possíveis daquelas que enfrentaríamos numa missão em um país que sofre dificuldades ou vive uma guerra civil”, afirmou o comandante da Força de Reação Rápida da Marinha, Ricardo Bragança.
Avaliação da ONU
A Força de Reação Rápida dos Fuzileiros Navais recebeu pela primeira vez, em 2021, o nível máximo de prontidão da ONU. Agora, 5 anos depois, passa por uma nova avaliação para manter a certificação.
A ONU também vai inspecionar pela primeira vez a Companhia de Desativação de Artefatos Explosivos da Marinha, que pode alcançar o grau 2 de prontificação internacional.
Durante a demonstração, os militares apresentaram blindados, robôs, drones, cães farejadores e equipamentos usados na identificação e neutralização de explosivos.
Entre os veículos empregados estão carros-lagarta anfíbios, blindados sobre rodas, caminhões de apoio logístico e sistemas de comunicação tática e satelital.
Mulheres combatentes
A inspeção marca ainda a primeira participação de mulheres combatentes do Corpo de Fuzileiros Navais em uma avaliação da ONU.
De acordo com a porta-voz da Marinha, embora as mulheres já integrem a força há décadas, esta é a primeira vez que militares femininas da carreira combatente participam diretamente do processo de certificação internacional.
O Brasil já participou de missões de paz da ONU no Haiti, por 13 anos, e no Líbano, durante uma década. Atualmente, militares brasileiros seguem atuando individualmente em operações internacionais organizadas pelas Nações Unidas.
Segundo a Marinha, a participação em missões de paz reforça a presença do Brasil em ações humanitárias e de cooperação internacional.

