16 de maio de 2026
Baixada FluminenseDESTAQUEMunicípiosNotícias

Nova Iguaçu transforma cultura em política pública e cria superintendência para viabilizar novos museus

Menos de um mês após inaugurar o primeiro Museu de Arqueologia e Etnologia do estado do Rio de Janeiro, a Prefeitura de Nova Iguaçu deu mais um passo para fortalecer a preservação da memória, da ciência e da identidade cultural da cidade. O município criou, nesta sexta-feira (15), a Superintendência de Museus, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura.
A nova estrutura terá como principal objetivo desenvolver políticas públicas para o setor, estruturar projetos técnicos e captar recursos junto aos governos estadual e federal, além de instituições culturais e de fomento, para viabilizar a implantação de novos equipamentos culturais no município.
Com a medida, Nova Iguaçu passa a integrar um grupo restrito de cidades fluminenses que possuem uma estrutura específica voltada à política pública de museus. Atualmente, esse modelo existe apenas no município do Rio de Janeiro, em Petrópolis e no Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Entre os projetos estudados pela Prefeitura estão o Museu da Cidade de Nova Iguaçu, no Centro, além do Museu de História Natural e do Museu Vila de Iguassú, previstos para o Parque Histórico e Arqueológico de Iguassú Velha, em Tinguá , onde também funciona o recém-inaugurado MAE.
Outro projeto estratégico é a reconstrução da histórica Fazenda São Bernardino, cujo projeto executivo está em vias de ser licitado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A proposta é transformar o espaço em uma casa-museu, preservando um dos patrimônios históricos mais emblemáticos da cidade.
O anúncio acontece às vésperas do Dia Internacional dos Museus, celebrado em 18 de maio, e reforça a estratégia da cidade de transformar a cultura em instrumento permanente de educação, preservação histórica, turismo e desenvolvimento social.
A proposta é estruturar um circuito cultural capaz de conectar passado, educação e desenvolvimento local, valorizando desde a antiga Vila de Iguassú até aspectos ambientais, científicos e sociais da formação do município.
“Nova Iguaçu tem uma história muito rica, mas durante muito tempo nossos jovens cresceram sem conhecer a dimensão da importância cultural e histórica da própria cidade e da Baixada Fluminense. Investir em cultura é também despertar esse interesse, criar pertencimento e abrir novos horizontes. A cultura transforma, educa e também gera oportunidade. Queremos que nossos jovens tenham acesso à arte, à pesquisa, à memória e possam enxergar, dentro da própria cidade, caminhos profissionais ligados ao turismo, à cultura, à educação e à preservação do patrimônio. Quando fortalecemos a cultura, fortalecemos também o futuro de Nova Iguaçu”, destacou o prefeito Dudu Reina.
Além do fortalecimento cultural, a Prefeitura também aposta no potencial turístico e econômico desses futuros projetos, especialmente em Tinguá, região que concentra patrimônio histórico, ambiental e arqueológico e que vem sendo incluída em iniciativas de valorização cultural e desenvolvimento sustentável.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *