2 de abril de 2026
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Rio das Ostras: Servidores da Saúde se qualificam em desenvolvimento infantil e triagem de TEA

Oficina fortalece a Vigilância do Desenvolvimento Infantil no 1º ano de vida e protocolos de triagem para Transtorno do Espectro Autista na Rede Municipal de Rio das Ostras

 

A Secretaria de Saúde de Rio das Ostras segue com a política de qualificação dos servidores para aprimorar o atendimento à população e valorizar os profissionais da Rede Municipal.

 

Nesta quarta, 1º de abril, a Subsecretaria de Atenção Primária promoveu a Oficina de Vigilância do Desenvolvimento Infantil no 1º Ano de Vida e Protocolos de Aplicação do M-CHAT (Modified Checklist for Autism in Toddlers), um questionário de rastreamento precoce para identificar riscos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças de 16 a 30 meses. 

 

A Oficina busca instrumentalizar médicos e enfermeiros que compõe as equipes de Saúde da Família para uma atuação cada vez mais estratégica e resolutiva, entendendo a Atenção Primária como o eixo estruturante do Sistema Único de Saúde – SUS e a principal porta de entrada para o cuidado integral e contínuo.

 

A iniciativa reafirma o compromisso do Município com a qualificação da assistência materno-infantil.  

 

“A Atenção Primária é a porta de entrada do SUS e precisa estar preparada para acolher e prevenir. Essa oficina mostra que estamos investindo em nossos profissionais para oferecer um cuidado cada vez mais humano e resolutivo às famílias”, explica a subsecretária de Atenção Primária à Saude, Rosimeri Azevedo.

 

AUTISMO – Integrada às atividades da Secretaria em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 2 de abril, a capacitação foca no primeiro ano de vida da criança, um período crítico para a formação neurológica, cognitiva e socioemocional. 

 

Nesse contexto, a oficina qualifica o olhar dos profissionais para a identificação precoce de sinais de atraso, garantindo que a puericultura avance para além do monitoramento do crescimento físico e incorpore uma vigilância global do desenvolvimento. 

 

Um dos pontos centrais é a implementação do protocolo M-CHAT, ferramenta padrão para o rastreio do TEA, que permite detectar precocemente riscos no desenvolvimento social e comunicativo, possibilitando intervenções oportunas que alteram positivamente o prognóstico da criança.

 

SÍFILIS CONGÊNITA – Além do rastreio do autismo, a oficina aborda a vigilância de crianças expostas à sífilis congênita. Por se tratar de um fator de risco biológico significativo para atrasos neuropsicomotores e sensoriais, o acompanhamento clínico rigoroso no primeiro ano de vida é essencial para mitigar impactos e assegurar o pleno potencial de desenvolvimento desses bebês. 

 

“Nosso compromisso é cuidar das crianças desde o início da vida. Ao qualificar nossas equipes, fortalecemos a Saúde da Família e garantimos que cada criança tenha acompanhamento integral e atento ao seu desenvolvimento”, completa Fernanda Peres, responsável pelo Departamento Geral de Saúde da Família e Comunidade.

 

Ao padronizar o uso de instrumentos validados e fluxos de atendimento, a Secretaria de Saúde aumenta a segurança clínica dos profissionais e a confiabilidade.

 

A Oficina, promovida pelos departamentos de Saúde da Família e Comunidade, Ciclos Vitais e Doenças Infecciosas e Transmissíveis, consolida a Atenção Primária de Rio das Ostras como um espaço privilegiado de promoção da saúde e prevenção de agravos. 

 

A expectativa é de que, com profissionais treinados e multiplicadores de boas práticas dentro de suas unidades, o Município amplie o alcance de suas ações de saúde da Criança, garantindo que cada criança receba assistência integral, humanizada e baseada em evidências desde os seus primeiros meses de vida