12 de agosto de 2026
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Textor consegue vitória para tentar impedir venda da SAF do Botafogo

Empresário americano trava batalha na Justiça do Reino Unido para retomar controle das ações do Glorioso de administradora da Eagle Bidco

John Textor conseguiu uma vitória parcial na briga na Justiça do Reino Unido para retomar o controle da SAF do Botafogo. A Suprema Corte concedeu uma liminar que impede a Cork Gully LLP, administradora judicial da Eagle Bidco – e que não enviou defesa, segundo o empresário – , de vender os 90% das ações até, pelo menos, 9 de setembro.
O prazo estipulado refere-se à nova data para a avaliação do caso. A informação é do site inglês CityAM.
“Agora existe um risco implícito de que as ações sejam vendidas mais cedo do que se imagina”, disse o juiz Mark Pelling em sua decisão.
Ele refere-se à negociação avançada da venda da SAf do Botafogo para Gabriel de Alba. Seu grupo GDA já participa ativamente da gestão do futebol alvinegro e ajudou na contratação de jogadores.
O mexicano, inclusive, deve chegar ao Rio de Janeiro na próxima semana. Havia a expectativa de oficializar a venda de 90% das ações, mas agora há incerteza diante da decisão da Justiça britânica.
” A decisão judicial no Reino Unido tratou essencialmente da questão da propriedade, pois tivemos de provar ao juiz que a alegação de titularidade constituía uma questão séria a ser julgada, com chances reais de êxito — e esse juiz solicitou todas as provas de propriedade antes de proferir sua decisão”, escreveu Textor em uma postagem no Instagram.
“Está claro que continuo sendo o proprietário da SAF Botafogo, e a Justiça está começando a concordar com isso”.

A briga de Textor pela SAF do Botafogo

Além da ação na Justiça do Reino Unido, o empresário estadunidense também tenta retomar o controle do futebol do Glorioso nos Estados Unidos e no Brasil. Nos tribunais brasileiros, ele não conseguiu impedir uma possível venda da SAF.
Já em solo estadunidense, Textor também tenta retomar o controle, sob alegação de que  “a Eagle Bidco nunca pagou a contraprestação em dinheiro exigida pelo contrato original”. Ele  alega que teria que receber R$ 150 milhões para que o grupo que ele perdeu o controle, assumisse 90% das ações.
Ao mesmo tempo, o Botafogo acionou um gatilho no contrato de venda da SAF que o faria ficar com 51% das ações que pertencem à Eagle. O clube social diz que não houve um dos aportes prometidos, e sim uma simulação de investimento feita por Textor, o que seria uma quebra de contrato.

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