Secretaria de Assistência Social de Belford Roxo capacita equipe do CRAS e CREAS sobre exploração no trabalho infantil
Capacitação profissional é uma rotina na Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc) de Belford Roxo. Semanalmente grupos que atuam nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), entre outros equipamentos de Assistência Social, reunidos, discutindo políticas públicas voltadas na qualificação no atendimento público às pessoas em situação de vulnerabilidade. Na quarta-feira (22/07) o tema debatido no encontro de capacitação foi sobre o Programa de Erradicação do Programa do Trabalho Infantil (PETI): Atualização entre as Proteções do Sistema Único de Saúde (SUAS).
Estratégias de atuação
Coordenadores, orientadores sociais, educadores sociais, agentes administrativos e técnicos dos 15 CRAS e dos três CREAS, participaram do evento, realizado no auditório das Semasc, na Avenida Retiro da Imprensa, 1.423, Bairro Piam, das 9h às 15h. “Entre os objetivos visamos fortalecer a compreensão dos trabalhadores do SUAS, oferecer estratégias de atuação e articulação entre Proteção Social Básica, Proteção Social Especial e Cadastro Único para identificação, atendimento, acompanhamento e superação das situações de trabalho infantil”, disse a Assistente Social da Educação Permanente, Daniela Farias.
Estudo de Casos
Durante as seis horas de capacitação, oito casos do cotidiano foram colocados para estudo e reflexão. Os participantes se dividiram em grupos, analisaram os fatos e depois apresentaram suas conclusões para toda turma. “A parte prática é muito importante na capacitação. Através dos casos apresentados, todos discutem o assunto em grupos. A intenção é que possam identificar e diferenciar, por exemplo a diferença entre o trabalho infantil e a exploração no trabalho infantil”, destacou a superintendente de Educação Permanente do Suas, Cristiane Viana.
Um dos casos estudados por um grupo foi intitulado de O Pacote. A personagem, uma menina de 14 anos, criada pelos avós, com pouco contato com a mãe. Em situação de vulnerabilidade e com poucos recursos para alimentação, a menina foi explorada por traficantes. Ela era usada e explorada para levar drogas armazenadas em um pacote fechado, até o destino estipulado pelos bandidos. A menina não sabia o que existia no pacote, apenas cumpria a ordem em troca de algumas moedas que somavam na refeição da sua família. Ela acabou apreendida pela polícia.
Aprimoramento de conteúdos
Alexsandra Brito Moura, 48, trabalha no CRAS do Bairro Wona, na periferia de Belford Roxo. Ela que trabalha na parte administrativa, no atendimento, classificou o encontro como muito importante. “Para nós que atuamos no setor de ponta, é fundamental passar por um aprimoramento cheio de conteúdos”, assegurou.
Para o secretário municipal de Assistência Social e Cidadania, Diogo Bastos, a capacitação de funcionários da Semasc é necessária. “Temos a responsabilidade de assistir pessoas, com todos os seus direitos e nunca com assistencialismo. Por isso, necessitamos de uma equipe qualificada, capacitada para fazer valer sempre, o Sistema Único de Assistência Social, o nosso SUAS”, disse Diogo Bastos.

