Princípio de incêndio causa coluna de fumaça em Copacabana
Um princípio de incêndio atingiu um imóvel comercial na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, altura do número 512, na Zona Sul do Rio, na manhã desta quinta-feira (15). Militares do Corpo de Bombeiros estiveram no local para combater as chamas.
De acordo com a corporação, houve acionamento do quartel de Copacabana por volta das 10h45 para a ocorrência, que às 11h30 já havia sido controlada. No local, as equipes atenderam um homem adulto que apresentava ferimentos leves. A identidade da vítima não foi divulgada.
A ocorrência aconteceu na lanchonete Lobel Lanches. Ao O DIA, o dono do estabelecimento explicou que o princípio de incêndio foi causado por uma fritadeira. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a grande coluna de fumaça que assustou quem passava pelo local.
Segundo o Centro de Operações Rio (COR), uma faixa precisou ser interditada para o trabalho dos militares, sendo completamente liberada por volta de 12h. O trânsito não apresentou lentidão no trecho. A Guarda Municipal também atuou no local.
Famílias da Ocupação Luiza Mahin recebem doações
Famílias da Ocupação Luiza Mahin, que tiveram seu prédio atingido por um incêndio no último sábado (10), no Rio Comprido, na Região Central da capital, aguardam liberação da Defesa Civil Municipal para voltar ao edifício. O grupo está recebendo doações de alimentos, roupas e colchonetes.
Na manhã de domingo (11), o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), responsável pela ocupação, informou que as famílias recusaram os abrigos disponibilizados por assistentes sociais, pois os locais seriam moradias temporárias e enfrentariam problemas de insalubridade. Os ocupantes desejam continuar no prédio.
Enquanto não recebem liberação para retornar ao local, as pessoas se abrigam na calçada e em um imóvel anexo ao edifício.
Nas redes sociais, o MLB pediu a ajuda da população com doações de alimentos, água e colchonetes. Neste domingo (11), populares entregaram às famílias galões de água, pães e roupas. As contribuições também podem ser feitas por PIX, utilizando o e-mail lutanosbairrosrj@gmail.com, divulgado pelo movimento.
A área do prédio foi interditada pela Defesa Civil Municipal. Agentes estiveram no local neste domingo para uma nova avaliação e mantiveram o prédio interditado. A assessoria do MLB informou que engenheiros de movimentos sociais se reuniram para chegar a um consenso justo e seguro para todos.
O incidente ocorreu por volta das 16h, na Rua Santa Alexandrina. Segundo o Corpo de Bombeiros, equipes controlaram as chamas cerca de uma hora e meia depois. Não houve registro de vítimas.
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram fumaça saindo de pavimentos superiores e fogo na parte interna do edifício. O prédio pertence à União e já foi usado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
A Ocupação Luiza Mahin começou em 7 de agosto deste ano, quando cerca de 100 famílias ligadas ao MLB passaram a viver no local. O movimento afirma que a iniciativa busca oferecer moradia a quem enfrenta dificuldades para pagar aluguel ou que não conseguem acesso a programas habitacionais.
Apesar de ser conhecido como antigo prédio do Inmetro, o imóvel não pertence ao instituto. De acordo com esclarecimento publicado pelo próprio órgão, o edifício era cedido para uso da instituição desde 1992 e foi devolvido à Secretaria do Patrimônio da União em 2022, que é a proprietária do espaço.
O edifício também esteve no centro de uma disputa judicial após a ocupação. Em agosto, a Justiça Federal determinou a reintegração de posse, sem autorizar a retirada imediata dos moradores. O Ministério Público Federal solicitou à Polícia Federal a abertura de investigação sobre episódios de ocupação e possíveis danos ao patrimônio.

