Prédios residenciais que desabaram em Marselha, na França, deixa 10 sob escombros

Um edifício de quatro andares desabou na madrugada de sábado para domingo (9) em um bairro de classe média no centro de Marselha, no sul da França. Durante a manhã, um segundo imóvel vizinho, que tinha sido esvaziado, também desmoronou. Ao menos cinco pessoas ficaram feridas.

Bombeiros e autoridades suspeitam que uma explosão provocada por vazamento de gás esteja na origem do incêndio que provocou a queda do primeiro edifício; o segundo ruiu na sequência, depois de ter sua estrutura danificada pelo sinistro. Os moradores de um terceiro imóvel que fica na mesma rua receberam ordem para deixar o local.

Até as 10h no horário local (5h em Brasília), as equipes de resgate puderam socorrer cinco pessoas feridas. Porém, seis horas depois do primeiro desabamento, os bombeiros ainda não tinham iniciado as buscas por sobreviventes, devido ao fogo persistente nos escombros.

O prefeito de Marselha, Benoît Payan, afirmou à população que haverá vítimas. Nenhum habitante do prédio onde o incêndio começou, que era ocupado por casais e famílias, se manifestou. Uma investigação preliminar foi aberta para determinar as causas do desastre.

O edifício no centro da tragédia fica no número 15 da rua Tivoli, no 5° distrito de Marselha, uma área com cafés, restaurantes e imóveis de habitação. Segundo autoridades locais, o prédio tinha sido reformado recentemente e não apresentava risco por insalubridade, nem o vizinho, que também desabou, no número 17 da mesma rua.

Este drama reacende o trauma do colapso de dois edifícios, em novembro de 2018, na rua d’Aubagne, em que oito pessoas morreram.

No caso desses desmoronamentos, os prédios eram insalubres. Na época, uma onda de indignação tomou conta dos marselheses. Desde então, a prefeitura reforçou as vistorias no parque imobiliário antigo, principalmente em bairros próximos do Velho Porto de Marselha.

Segunda maior cidade da FrançaMarselha é marcada pela pobreza, com cerca de 40 mil habitantes vivendo em condições precárias, de acordo com ONGs. Nos últimos 40 anos, vários prédios desabaram no município.

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