PF fecha serviço clandestino de internet e apreende equipamentos em Macaé
Operação na Fronteira reuniu PF, PM e Polícia Civil; empresa não tinha autorização da Anatel, e caso será investigado
Uma estrutura de internet que funcionava sem autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi alvo de uma operação policial no bairro Fronteira, em Macaé, no fim da tarde de terça-feira (13). A ação interrompeu o serviço e terminou com a apreensão de equipamentos usados na distribuição do sinal.
A operação reuniu agentes da Polícia Federal, policiais militares do 32º Batalhão de Polícia Militar (32º BPM) e equipes da 123ª Delegacia de Polícia. Segundo a PF, o serviço estava ativo quando as equipes chegaram ao endereço investigado.
Durante a fiscalização, os agentes encontraram switches, roteadores de alta capacidade, cabos de rede e outros dispositivos utilizados na infraestrutura de telecomunicações. Consultas aos sistemas de fiscalização indicaram que a empresa investigada não possuía autorização para prestar o serviço.
Responsáveis foram levados à Polícia Federal
As pessoas responsáveis encontradas no local foram conduzidas à Delegacia da Polícia Federal em Macaé. A corporação instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do caso e identificar as responsabilidades dos envolvidos.
A investigação considera a possível prática do crime de desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicação. A apuração deverá esclarecer as condições de funcionamento da estrutura e as responsabilidades relacionadas à prestação do serviço sem autorização.
Até o momento, as informações divulgadas não detalham quantas pessoas foram conduzidas nem identificam os responsáveis pela empresa investigada.
PF alerta para riscos de redes irregulares
Além da questão da autorização, a Polícia Federal alerta para possíveis consequências da operação de redes clandestinas de telecomunicações. Segundo a corporação, estruturas irregulares podem provocar concorrência desleal no setor, causar interferências em frequências utilizadas por serviços públicos e criar riscos à segurança e à privacidade dos dados dos usuários.
A atuação policial busca interromper a atividade investigada e reunir elementos para esclarecer possíveis irregularidades. A confirmação de responsabilidades criminais depende do avanço da investigação e da análise das autoridades competentes.

