14 de abril de 2026
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Patrulha Maria da Penha da GCM completa três anos com mais de mil chamados emergenciais registrados em Cabo Frio

Mais de mil chamados emergenciais em três anos traduzem o trabalho diário de acolhimento, escuta e presença da Patrulha Maria da Penha (PMP), grupamento da Guarda Civil Municipal de Cabo Frio, que completa aniversário nesta segunda-feira, 13 de abril. Nesse período, foram 1.130 ocorrências registradas, sendo 838 relacionadas à Lei Maria da Penha, com atuação direta junto a mulheres em situação de violência doméstica em diferentes regiões do município.

Ao longo dos três anos, foram 2.105 medidas protetivas recebidas do Judiciário. Atualmente, são 475 mulheres ativas no Programa de Monitoramento de Medida Protetiva. A patrulha também realizou 84 encaminhamentos de supostos autores dos fatos à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e registrou 142 casos de descumprimento de medidas protetivas. Nesse período, também foram efetuadas 57 prisões de agressores, resultado das ações de fiscalização e resposta às ocorrências.

Um dos atendimentos realizados pela equipe resultou em um relato de agradecimento que legitima a importância do trabalho desenvolvido pela patrulha.

“Gostaria de agradecer imensamente à patrulha. Trabalho extremamente profissional, humano e impecável. Graças a Deus e a vocês, consegui resolver da melhor forma possível. Nunca poderei retribuir o que fizeram por mim e meus filhos. Que Deus abençoe sempre vocês”, diz a mensagem enviada por uma mulher atendida pela equipe.

Presente no dia a dia da cidade, a equipe realiza patrulhamento preventivo, visitas de acompanhamento, palestras em escolas e orientações à população, além de participar de capacitações constantes.

Os acionamentos acontecem por diferentes meios, com destaque para o 153, além de encaminhamentos da Deam, Centro de Atendimento à Mulher (Ceam), unidades de saúde, Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e outras instituições, demonstrando a atuação integrada da rede de atendimento no município.

Na maioria dos casos, o agressor está dentro do convívio: companheiros, ex-companheiros ou relações afetivas próximas.

A inspetora-adjunta Regiane Costa ressalta a importância do acolhimento no atendimento e destaca o trabalho conjunto dentro da corporação.

“Cada mulher atendida traz uma história diferente. Nosso papel é ouvir, orientar e agir com responsabilidade, sempre com muito respeito e sensibilidade. Também contamos com o apoio de outros grupamentos da Guarda Civil Municipal, que são fundamentais para dar suporte às ocorrências e fortalecer esse trabalho no dia a dia”, afirmou.

O inspetor-geral Ângelo Amaral destaca a evolução do serviço ao longo dos anos.

“A patrulha cresceu, se estruturou, inclusive com sede própria, e hoje atua com efetivo de 20 agentes, sendo 18 ostensivos e dois administrativos, e de forma mais integrada com toda a rede de apoio. Isso permite um atendimento mais ágil e próximo da realidade das vítimas”, pontuou.

De acordo com o secretário de Segurança e Ordem Pública, coronel Leandro Carvalho, a atuação da patrulha é construída diariamente com presença e integração.

“A atuação da Patrulha Maria da Penha é um instrumento essencial na proteção das mulheres em situação de violência, resultado de um trabalho que envolve integração entre diferentes setores e que reflete o compromisso do município em dar resposta a esse tipo de crime”, destacou.

Em casos de emergência, a população pode acionar a Guarda Civil Municipal pelo telefone 153, canal disponível 24

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