14 de outubro de 2026
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Patrimônio Cultural do Brasil e Imaterial da Humanidade, Círio de Nazaré leva cerca de 2,3 milhões de pessoas às ruas de Belém

Público percorreu trajeto de 3,6 km ao longo de cinco horas na procissão realizada no domingo (11)

A procissão do Círio de Nazaré, a maior celebração religiosa do Pará, levou um público estimado em 2,3 milhões de pessoas, entre fiéis, turistas e moradores, às ruas de Belém no domingo (11). A romaria percorreu 3,6 quilômetros em cerca de cinco horas, até a chegada da Berlinda com a imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré à Praça Santuário.

A programação começou com a tradicional missa na Catedral da Sé. No início do percurso, a corda, um dos principais símbolos da festividade, foi atrelada à Berlinda. Incorporada à procissão em 1855, obteve oficialização em 1868 e se tornou um dos elementos marcantes da manifestação religiosa.

Em sua 234ª edição, o Círio tem como tema Maria, Mãe Missionária que nos Dá Jesus. Ao todo, são 14 procissões programadas entre os dias 7 e 26 de outubro, que integram a celebração e mobilizam milhares de pessoas.

Reconhecimento

O Círio de Nazaré foi reconhecido, em 2004, como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). Em 2013, a festividade também recebeu o reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Tradição

A devoção a Nossa Senhora de Nazaré no Pará remonta ao século 18. Segundo a tradição, em 1700, o caboclo Plácido encontrou uma pequena imagem da santa às margens do Igarapé Murutucu.

A imagem teria sido levada para a casa de Plácido e para a capela do Palácio do Governo, mas, segundo o relato tradicional, desaparecia desses locais e reaparecia no ponto onde havia sido encontrada. A área corresponde hoje aos fundos da Basílica Santuário Nossa Senhora de Nazaré.

O primeiro Círio foi realizado em 1774, após a imagem retornar de Portugal, onde havia sido restaurada. Desde 1793, a procissão é realizada anualmente no segundo domingo de outubro, mantendo viva uma tradição que reúne fé, cultura e participação popular.

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