9 de junho de 2026
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Oficina “Um Dia de Paleontólogo” encanta alunos da rede municipal de Itaboraí

Parque Paleontológico São José de Itaboraí recebe estudantes da E.M. Prof Maria Cristina Soares Fróes para uma experiência educativa e interativa em contato com a natureza

Os alunos do 3º ano da Escola Municipal Professora Maria Cristina Soares Fróes viveram uma tarde de descobertas nesta segunda-feira (08/06), durante a oficina “Um Dia de Paleontólogo”, realizada no Parque Natural Municipal Paleontológico São José de Itaboraí. A atividade foi promovida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e proporcionou aos estudantes uma imersão no universo da paleontologia, unindo aprendizado, lazer e contato com a natureza.

Durante a programação da oficina, as crianças seguiram uma trilha pelo parque até chegarem à área de escavação simulada. No local, utilizaram mini pás, pincéis e martelinhos, instrumentos semelhantes aos utilizados em pesquisas paleontológicas para realizar buscas por fósseis em uma atividade lúdica e educativa. A experiência foi acompanhada pela equipe técnica do parque, que orientou os alunos sobre as técnicas de escavação e a importância da preservação do patrimônio histórico.

A secretária municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Alyne Saldanha, destacou a importância das ações de educação ambiental realizadas fora do ambiente escolar.

“Nas escolas ensinamos a importância de cuidar do meio ambiente e como a natureza impacta diretamente nossas vidas. Mas, quando as crianças vivenciam essas experiências ao ar livre, conseguem compreender na prática o valor da preservação ambiental. Além disso, ao trazê-las para um espaço tão rico em história e ciência, também apresentamos novas possibilidades profissionais e despertamos vocações. Quem sabe não estamos diante de futuros paleontólogos?”, afirmou a secretária.

Ao longo da oficina, os 22 estudantes participantes encontraram, juntos, 57 fósseis distribuídos na área preparada para a atividade, despertando a curiosidade científica e o interesse pela história natural da região.

O Parque Natural Municipal Paleontológico São José de Itaboraí é considerado um dos mais importantes sítios paleontológicos do Brasil. A área abriga a antiga Bacia de São José de Itaboraí, reconhecida internacionalmente por seus fósseis datados de aproximadamente 58 milhões de anos, pertencentes ao período Paleoceno.

O paleontólogo, gestor do parque Luis Otávio, responsável pela atividade, destacou a importância dessas atividades tanto para os alunos quanto para o público geral.

“Esse tipo de atividade imersa na natureza e na história da humanidade e principalmente da nossa cidade, trás sonhos a realidade e transforma uma atividade “escolar”, em algo realmente significativo para essas crianças. Elas se divertiram muito encontrando os fósseis, ajudaram umas às outras, e juntas aprenderam na prática o que um paleontólogo faz”, destacou Luis Otávio.

As pesquisas realizadas no local contribuíram significativamente para o conhecimento sobre a fauna que habitou a América do Sul após a extinção dos dinossauros. Entre os achados estão fósseis de mamíferos primitivos, répteis, aves, moluscos e plantas, tornando o parque uma referência para estudos científicos e atividades de educação ambiental.

Além de preservar um importante patrimônio geológico e paleontológico, o espaço promove visitas guiadas, oficinas educativas e ações voltadas à conscientização ambiental, aproximando a população da ciência e incentivando a valorização da história natural de Itaboraí.

A estudante Lívia Corrêa, de 9 anos, contou como foi sua primeira experiência encontrando fósseis.

“Eu já conhecia o parque, venho aqui com os meus pais sempre. Mas foi muito divertido estar aqui com meus colegas de turma. Eu encontrei cinco fósseis e foi muito legal”, afirmou a estudante do 3º ano.

A oficina “Um Dia de Paleontólogo” reforça o compromisso do município com a educação ambiental e a divulgação científica, proporcionando aos estudantes experiências que estimulam a curiosidade, o conhecimento e o respeito pelo patrimônio natural da cidade.

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