Na despedida de Messi, Argentina vence amistoso contra Benim
Em uma noite de fortes emoções e muitas homenagens, a Argentina se despediu de um dos maiores jogadores de sua história. No último jogo de Lionel Messi pela seleção, a Albiceleste venceu o amistoso contra Benim por 3 a 0, nesta terça-feira (6), no Monumental de Núñez. O zagueiro Otamendi, que também se despediu, abriu o placar, Nico Paz ampliou e o próprio camisa 10 completou o placar.
Apesar da diferença técnica entre as seleções, o primeiro tempo não foi o que se esperava. A Argentina até foi superior, mas não muito. Em certo momento, Benim conseguiu surpreender e criou boas oportunidades, uma com Olaitan e outra com Ouorou, mas Dibu Martínez fez boas defesas e garantiu o empate sem gols na primeira etapa.
Durante o primeiro tempo, o centro das atenções foi Messi. No hino nacional, o camisa 10 se emocionou e levou os companheiros e o técnico Lionel Scaloni às lágrimas. No minuto 10, os torcedores ficaram de pé e reverenciaram o craque. Já com a bola no pé, o astro também teve excelentes oportunidades, mas faltou um pouco de capricho.
O placar ficou zerado no primeiro tempo, mas os gols apareceram na etapa final. Logo aos dois minutos, Messi cobrou escanteio na medida e Otamenti, que também estava se despedindo, escorou de cabeça e abriu o placar no Monumental de Núñez. Depois, aos 15, após mais uma jogada do camisa 10, Nico Paz recebeu o passe na entrada da área e acertou chute no canto: 2 a 0.
Mas faltava uma coisa para a festa ficar completa. E, é claro, que a noite não podia acabar sem um gol de Messi. O momento mais aguardado aconteceu aos 25 minutos. Giay, do Palmeiras, sofreu uma entrada dura de Ouorou e sofreu pênalti. O camisa 10 pegou a bola, deslocou o goleiro Dandjinou e mandou no ângulo para marcar o terceiro da Argentina no amistoso.
Nos instantes finais, Scaloni acionou jogadores do banco e, com vantagem de 3 a 0 no placar, escolheu esfriar o duelo, para que o astro disfrutasse de seus últimos minutos com a seleção sem grandes percalços. Messi ainda testou o goleiro adversário com chute de fora da área antes do apito final. Mas foi assim, com festa no Monumental, show de drones e novas lágrimas de Lionel, que encerrou-se com chave de ouro a trajetória do camisa 10 na Argentina.
História de Messi na seleção
Lionel Messi estreou na seleção da Argentina em 2005 e já no ano seguinte jogou a Copa do Mundo pela primeira vez, na Alemanha. Durante anos, o craque argentino sofreu com a pressão de não ter conquistado um título e, em 2016, chegou a se afastar da seleção após o vice da Copa de 2014 e das Copas América de 2015 e 2016, o que gerou uma comoção entre jogadores e torcedores.
A chegada de Lionel Scaloni após a Copa do Mundo de 2018 mudou a história de Messi na seleção. Em 2021, o craque conquistou o seu primeiro título com a Copa América, no Brasil. No ano seguinte, foi campeão do mundo e tirou a Argentina da fila, no Catar. Depois, o camisa 10 ainda conquistou a Finalíssima de 2023 e a Copa América de 2024, além do vice do Mundial de 2026.
Messi se despede da Argentina como o jogador com mais jogos (209), gols (125) e assistências (68). Ele é o único da história do país que disputou seis Copas do Mundo e é o recordista da Albiceleste na competição em partidas (34), jogos como capitão (27), gols (21) e assistências (12). Ele também é o segundo maior artilheiro da histórias das Copas, atrás apenas do francês Kylian Mbappé (22).

