Maricá: Defesa Civil inicia nova etapa do projeto Body Surf Salva no Recanto de Itaipuaçu

A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, iniciou neste sábado (08/06) a segunda fase do projeto Body Surf Salva, que passa a ser realizada todos os sábados e é chamada de ‘intensivão’. A ação aconteceu no Recanto de Itaipuaçu e reuniu 134 alunos com idades entre 15 e 21 anos, que receberam instruções sobre técnicas de flutuação na água, controle de respiração e natação. O órgão utilizou botes, motos aquáticas e parte de seu efetivo no apoio à atividade.

Para o coordenador geral do projeto, Valdeci Trindade, há ainda um propósito mais forte para os inscritos no projeto. “Além de tudo que ensinamos aqui, essa atividade também ocupa o tempo e a mente de todos eles”, avaliou.

Ao seu lado, a coordenadora Raquel Lima disse que o pais comentam que os filhos ficam mais disciplinados depois que saem do projeto. “O retorno que recebemos dos pais deles é que o comportamento melhorou em casa e como o respeito aumentou também. Eles aprendem muita disciplina aqui”, pontuou.

Alunos aprendem com campeões de bodyboarding

O grupo de alunos foi divido entre os mais experientes e os que alegaram não saber nadar. Neste último estava Miguel Oliveira Pereira, de 14 anos, que mora em Itaboraí e quase não tem contato com o mar. “O curso é bom para a gente poder se virar melhor e sair do mar sem atrapalhar os guarda-vidas”, disse o jovem, que foi junto com a prima Liriel da Rosa, moradora de Itapeba e que queria superar o medo de entrar nas águas. “Normalmente fico só na beirinha. Tomara que isso seja uma superação para mim”, disse a jovem de 21 anos.

Na outra parte estava Luyza Reis, de 16 anos, que mora em Ponta Negra e está mais habituada com a praia. “Para mim foi uma experiência nova e muito interessante, principalmente porque eu quero seguir essa carreira de guarda-vidas. Estou achando muito bom”, avaliou ela.

Entre os instrutores do Body Surf Salva estão dois campeões do bodyboarding. Leonardo Moura, por exemplo, tem no currículo 15 títulos da modalidade, um deles mundial, e já competiu na Indonésia. “É importante trazer o nosso conhecimento sobre o mar e também colocar esses meninos e meninas no caminho do bem”, afirmou ele, ao lado de João Pedro Poggi, outro competidor das ondas. “Estamos oferecendo nossa orientação para que eles tenham autonomia para entrar e sair com tranquilidade, evitando armadilhas como as correntes de retorno”, pontuou.

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