1 de julho de 2026
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Mais de 230 toneladas de lixo são retiradas da rede de esgoto de Macaé em um ano

Descarte inadequado de óleo, fio dental, cabelos e outros resíduos provoca obstruções, aumenta custos operacionais e pode causar extravasamentos

 

Óleo de cozinha, fio dental, cabelos, restos de alimentos e até resíduos de obras estão entre os principais responsáveis pelas obstruções na rede de esgotamento sanitário de Macaé. Apenas no último ano, a BRK, concessionária responsável pela operação do sistema de esgotamento sanitário do município, retirou mais de 231 toneladas de resíduos descartados de forma incorreta das tubulações e unidades operacionais.

Embora o problema aconteça abaixo do solo, seus impactos chegam à superfície. O acúmulo desses materiais dificulta a passagem do esgoto, aumenta a necessidade de manutenção, pode provocar refluxo em imóveis, causar mau cheiro nas vias públicas e elevar o risco de extravasamentos e impactos ambientais.

Segundo o gerente operacional da BRK no município, Renato Miranda, a maior parte dessas ocorrências poderia ser evitada com mudanças simples de comportamento dentro de casa. “A rede de esgoto foi projetada para receber apenas o esgoto doméstico. Quando materiais como óleo de cozinha, fio dental, cabelos, lenços descartáveis e resíduos de obras são lançados na rede, eles se acumulam nas tubulações e comprometem o funcionamento de todo o sistema. Pequenas atitudes individuais fazem uma grande diferença para evitar transtornos que podem afetar toda a população”, destaca.

Os principais vilões da rede

 

Durante as manutenções realizadas pela concessionária, alguns resíduos aparecem com frequência entre as causas das obstruções. O óleo de cozinha é um dos maiores desafios. Ao ser despejado na pia, ele esfria no interior da tubulação, endurece e se fixa nas paredes dos canos, reduzindo gradativamente a passagem do esgoto.

Já o fio dental, cotonetes, lenços descartáveis e outros materiais semelhantes não se degradam facilmente. Com o tempo, eles se enroscam e formam grandes blocos que impedem o fluxo normal da rede. Os cabelos também contribuem para o problema. Ao descer pelos ralos, funcionam como uma espécie de malha que retém gordura, restos de sabonete e outros resíduos, acelerando a formação de entupimentos.

Outro fator recorrente é o descarte de areia, cimento, pedras e resíduos de obras. Por serem materiais pesados e não degradáveis, eles se depositam no fundo das tubulações e podem comprometer o funcionamento da rede. “Cada morador pode contribuir para o bom funcionamento da rede de esgoto com atitudes muito simples no dia a dia. O óleo de cozinha deve ser armazenado em garrafas PET e destinado aos pontos de coleta, enquanto resíduos como fio dental, cotonetes, lenços umedecidos, absorventes, fraldas e outros materiais sólidos devem ser descartados no lixo comum, nunca no vaso sanitário. Durante reformas, também é importante evitar que areia, cimento e entulho sejam lançados na rede. Quando cada um faz a sua parte, reduzimos as obstruções, evitamos extravasamentos, refluxos de esgoto e maus odores, além de preservar o meio ambiente e garantir um sistema mais eficiente para toda a população de Macaé”, orienta Renato.

Monitoramento e prevenção

Além das orientações à população, a BRK mantém um trabalho contínuo de prevenção e monitoramento para garantir o funcionamento do sistema de esgotamento sanitário de Macaé. As equipes realizam inspeções diárias na rede e acompanham, 24 horas por dia, o funcionamento das Estações Elevatórias de Esgoto, responsáveis pelo bombeamento do efluente.

O monitoramento é feito em tempo real por meio do Centro de Controle Operacional (CCO), onde milhares de informações são acompanhadas simultaneamente. A plataforma permite monitorar parâmetros como vazão, níveis operacionais, pressão e consumo de energia, possibilitando a identificação rápida de qualquer anormalidade e o acionamento ágil das equipes de campo, reduzindo impactos à operação e à população.

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