22 de outubro de 2026
NotíciasNotícias 24hs

InfoGripe: três estados têm incidência de SRAG em nível de alerta ou risco, com sinal de crescimento

Divulgada nesta quinta-feira (22/10), a nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresenta sinal de queda na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de estabilização ou oscilação na tendência de curto prazo (últimas três semanas). No entanto, segundo os pesquisadores, 3 das 27 unidades da Federação (UF) apresentam incidência de SRAG em nível de alerta ou risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica (SE) 41: Goiás, Mato Grosso e Sergipe. A análise é referente à SE 41, período de 11 a 17 de outubro.

Em Sergipe, o aumento de SRAG tem sido impulsionado pelo metapneumovírus, enquanto em Goiás está associado principalmente ao rinovírus. Em ambos os estados, o aumento ocorre especialmente entre crianças pequenas. Em Mato Grosso, o aumento de SRAG tem sido impulsionado principalmente pela Covid-19. Além disso, três UF também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Mato Grosso do Sul, Roraima e Santa Catarina.

Segundo os pesquisadores do InfoGripe, “apesar de o número de casos de SRAG por Covid-19 estar em níveis baixos na maior parte do país, é importante que as pessoas dos grupos prioritários verifiquem se estão com as doses de reforço da vacina em dia. Lembrando que idosos e imunocomprometidos precisam tomar doses de reforço da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses. Os demais grupos de risco devem tomar a dose de reforço uma vez  ao ano”.

Estados e capitais

Em nível nacional, observa-se um aumento dos casos de SRAG por metapneumovírus, além de um leve crescimento dos casos graves por rinovírus e Covid-19. No entanto, os casos graves por Covid-19 permanecem em níveis baixos no país.

Os casos de SRAG por metapneumovírus estão aumentando principalmente nos estados do Centro-Sul (São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina) e Nordeste (Bahia, Pernambuco e Sergipe). Em relação à Covid-19, há sinais de aumento dos casos graves em Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro. No entanto, nesses dois últimos estados, a incidência de SRAG por Covid-19 permanece em níveis muito baixos.

De acordo com o InfoGripe, 5 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 41: Aracaju (SE), Cuiabá (MT), João Pessoa (PB), Palmas (TO) e Rio de Janeiro (RJ).

O aumento de SRAG em Aracaju e Cuiabá ocorre especialmente entre crianças pequenas, enquanto, em Palmas, concentra-se nas crianças e adolescentes de 5 a 14 anos. Em João Pessoa, o aumento é observado principalmente na faixa etária de 50 a 64 anos. Na capital do Rio de Janeiro, ocorre entre crianças menores de 2 anos, adolescentes e adultos de 15 a 64 anos.

Além disso, quatro capitais também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Belém (PA), Brasília (DF), Florianópolis (SC) e Rio Branco (AC).

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 3,4% de influenza A, 5,3% de influenza B, 12% de vírus sincicial respiratório (VSR), 53,7% de rinovírus e 5,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 6,9% de influenza A, 9,8% de influenza B, 8,8% de vírus sincicial respiratório, 38,2% de rinovírus e 23,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 166.131 casos de SRAG, sendo 88.981 (53,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 60.426 (36,4%) negativos, e ao menos 7.416 (4,5%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado. Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 15,8% de influenza A, 5,5% de influenza B, 39,4% de vírus sincicial respiratório, 33% de rinovírus, e 3,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

A incidência e mortalidade semanal média1, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade temos o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao rinovírus, VSR e metapneumovírus. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o rinovírus, VSR, influenza A e Covid-19.

O rinovírus também se destaca como principal causa de mortalidade nas crianças pequenas. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de “conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *