15 de outubro de 2026
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InfoGripe: apenas Sergipe tem SRAG em nível de alerta e tendência de aumento

O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (15/10), mostra que o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresenta sinal de oscilação ou estabilização nas tendências de curto (últimas três semanas) e longo prazo (últimas seis semanas). De acordo com a análise, apenas Sergipe apresenta incidência de SRAG em nível de alerta (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 40. A análise é referente à Semana Epidemiológica (SE) 40, período de 4 a 10 de outubro.

O aumento de SRAG em Sergipe tem se concentrado especialmente nas crianças menores de 2 anos e está associado ao metapneumovírus. Em relação aos casos de SRAG por vírus respiratórios, observa-se que apenas aqueles confirmados por metapneumovírus apresentam tendência de aumento em nível nacional, sendo que o aumento tem ocorrido em estados do Centro-Sul e do Nordeste.

Os pesquisadores do InfoGripe alertam que, mesmo com a baixa atividade dos vírus respiratórios na maior parte do país, é fundamental que as pessoas dos grupos prioritários mantenham a vacinação contra a Covid-19 em dia e que as gestantes também se vacinem contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Isso garante que esses grupos estejam protegidos durante os períodos de maior circulação desses vírus respiratórios.

Estados e capitais

Seis unidades da Federação (UF) também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina. Os casos de SRAG por influenza B mostram sinais de desaceleração do crescimento na Bahia e mantêm um leve sinal de retomada do crescimento no Rio Grande do Sul.

Os casos de SRAG por metapneumovírus estão aumentando principalmente nos estados do Centro-Sul (São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Paraná) e Nordeste (Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe). O rinovírus tem aumentado em Minas Gerais, Paraná e São Paulo.

Em relação à Covid-19, há um leve sinal de aumento dos casos graves no Mato Grosso, porém ainda em níveis baixos de incidência. No Acre, em Goiás, Distrito Federal e em São Paulo, o leve aumento de casos de SRAG por Covid-19 observado na semana passada perdeu força.

Segundo a análise, nenhuma capital apresenta nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 40.

Contudo, seis capitais ainda apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), João Pessoa (PB) e Porto Alegre (RS).

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 2,8% de influenza A, 5,7% de influenza B, 14,3% de vírus sincicial respiratório, 53% de rinovírus e 4,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 6,4% de influenza A, 14,5% de influenza B, 14,5% de vírus sincicial respiratório, 35,5% de rinovírus e 13,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 163.241 casos de SRAG, sendo 87.618 (53,7%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 59.131 (36,2%) negativos e ao menos 7.302 (4,5%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado. Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 16% de influenza A, 5,5% de influenza B, 39,8% de vírus sincicial respiratório, 32,7% de rinovírus e 3,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

A incidência e mortalidade semanal média, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade temos o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao rinovírus, VSR e metapneumovírus. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o VSR, rinovírus e influenza A.

O VSR e o rinovírus também se destacam como principais causas de mortalidade nas crianças pequenas. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de “conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão”.

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