29 de setembro de 2026
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Inadimplência no aluguel cai para 4,4% no Rio, aponta pesquisa

A inadimplência em contratos de aluguel residencial no estado do Rio de Janeiro caiu de 4,7% em agosto para 4,4% em setembro, segundo o Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA), calculado pela Loft. O percentual é o menor registrado no estado desde junho deste ano, quando também ficou em 4,4%.
Segundo o levantamento, a taxa considera contratos com atraso superior a 15 dias e uma janela de três meses para a comunicação do atraso pela imobiliária responsável pelo contrato. No cenário nacional, o indicador também apresentou queda. A inadimplência passou de 5,98% em agosto para 5,87% em setembro.

O levantamento considera 500 mil contratos ativos de Fiança Aluguel sob gestão da Loft, distribuídos por diferentes regiões do país. Por se tratar de uma base da própria empresa, os números refletem os contratos acompanhados pela companhia e não necessariamente todo o mercado de locação residencial.
Entre os estados analisados, o Rio de Janeiro apresentou a menor taxa em setembro. São Paulo registrou 5,8%, ante 6,0% em agosto. Minas Gerais teve o maior índice, de 6,7%, embora também tenha apresentado queda em relação aos 7,4% registrados no mês anterior.

Santa Catarina foi na direção oposta e passou de 5,6% para 6,0%. Já o Rio Grande do Sul registrou 5,7%, o Paraná ficou em 5,0% e o Espírito Santo, em 5,2%.

Segundo Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, a redução no Rio acompanha um movimento observado no indicador nacional.

“A queda observada no Rio de Janeiro reflete o movimento geral de acomodação do índice em patamares mais controlados. O alívio no endividamento das famílias, impulsionado por programas como o Desenrola 2.0, pode ter contribuído para a liberação de renda voltada a compromissos prioritários como a moradia”, afirmou.

Metodologia

O IIA é calculado mensalmente pela Loft com base em contratos de Fiança Aluguel sob gestão da empresa. O indicador considera a proporção de contratos de locação residencial com atraso superior a 15 dias.
A metodologia estabelece uma janela de três meses para que a imobiliária informe à companhia sobre o atraso. A base reúne imóveis de diferentes perfis, como estúdios, unidades familiares e casas de alto padrão, em todas as regiões do país.

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