19 de março de 2026
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Haddad confirma saída da Fazenda e faz balanço da gestão exaltando pacto federativo

Após meses afirmando que não disputaria as eleições neste ano, o ministro deverá ser candidato ao governo de São Paulo a pedido de Lula

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta quinta-feira, 19, que está deixando o comando da pasta e aproveitou o anúncio para fazer um balanço da gestão econômica do governo, destacando o papel do Congresso Nacional e a articulação com Estados e municípios para os resultados alcançados.
“Hoje, pra mim, é um dia especial, um dia que eu estou deixando o Ministério da Fazenda”, disse Haddad, durante cerimônia da 17ª Caravana Federativa, que acontece entre a quinta-feira e a sexta-feira, 20, em São Paulo.

Após meses afirmando que não disputaria as eleições neste ano, o ministro deverá ser candidato ao governo de São Paulo a pedido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Haddad afirmou ter visitado, na véspera, os presidentes da Câmara e do Senado para reconhecer o empenho do Legislativo na aprovação de medidas consideradas essenciais para a recuperação econômica do País.

O ministro destacou a atuação do Congresso na aprovação de medidas que, segundo ele, corrigiram distorções tributárias. Entre elas, mencionou a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil e a tributação de rendas mais elevadas, com foco em dividendos antes isentos.

Ele atribuiu parte relevante do desempenho recente da economia à reconstrução do pacto federativo. De acordo com ele, a coordenação entre União, governadores e prefeitos foi determinante para viabilizar reformas e políticas públicas, permitindo, por exemplo, o crescimento econômico acima da média da última década, a redução do desemprego ao menor nível da série histórica e o controle da inflação no período recente.

Haddad também ressaltou que o governo federal não leva em consideração a filiação partidária de governadores na hora de apoiar financeiramente os Estados. Como exemplo, citou o programa de renegociação de dívidas estaduais (Propag), afirmando que a iniciativa buscou devolver capacidade de investimento aos entes federativos, inclusive aos mais ricos, como São Paulo.
Ele afirmou ainda que o apoio dos parlamentares foi fundamental para evitar o que classificou como “enormes injustiças” contra trabalhadores, com destaque para a aprovação da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) e a reforma tributária .

Outro ponto enfatizado foi o reforço no financiamento a Estados e municípios. O ministro destacou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mais do que dobrou os aportes para entes subnacionais, além da liberação de aval para captação de recursos externos destinados a obras de infraestrutura, saúde, educação e assistência social.

Para Haddad, a retomada de investimentos públicos e a ampliação do crédito foram decisivas para impulsionar o crescimento e gerar emprego e renda. Ele defendeu que a manutenção desse ambiente de cooperação institucional é essencial para a continuidade da agenda econômica.

Ao encerrar, o ministro afirmou que o espírito de cooperação entre diferentes níveis de governo – que, segundo ele, marcou a formação da chapa presidencial em 2022 – deve orientar também as próximas eleições e a atuação dos futuros gestores públicos.

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