1 de julho de 2026
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Greve dos rodoviários entra no terceiro dia no Rio

A greve dos rodoviários entra no terceiro dia nesta quarta-feira (1º). Apesar da determinação da Justiça definir que 80% da frota deveria estar nas ruas, apenas 1.650 ônibus circulam pela cidade. Segundo o sindicato, uma nova assembleia ocorrerá no Tribunal Superior do Trabalho (TRT) ainda nesta manhã.

Segundo a Mobi-Rio, dos 541 veículos projetados para operar na hora pico nesta quarta-feira (entre 6h e 7h), um total de 502 estavam em circulação. Esse número representa 92% da operação programada.

Em meio à paralisação, passageiros voltaram a enfrentar transtornos com longas filas, terminais e veículos lotados. Segundo a prefeitura, a alternativa para população segue sendo o metrô, trens e barcas, serviços que operam normalmente.

Anteriormente, a Justiça havia determinado que 50% da frota permanecesse em circulação. No entanto, na noite de terça-feira (30), o percentual foi elevado pelo presidente do TST, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, após a assembleia com os rodoviários terminar sem acordo. A decisão atendeu a um pedido da Prefeitura do Rio.

Na determinação, o ministro reconheceu que o transporte coletivo é um serviço essencial e que a manutenção de apenas 50% da frota representava risco à ordem e à segurança pública, além de comprometer o direito de ir e vir da população.

Em caso de descumprimento da medida, foi fixada multa diária de R$ 100 mil ao sindicato que representa os trabalhadores. O TST também determinou que, se for comprovado eventual conluio entre as entidades sindical e patronal para prejudicar os cofres públicos, a penalidade será aplicada a ambas e aumentará para R$ 200 mil por dia para cada uma
Em nota, a Prefeitura do Rio informou que ficará responsável por fiscalizar, por meio dos sistemas eletrônicos de monitoramento da operação, o cumprimento da decisão judicial.

De acordo com o Rio Ônibus, colocar um percentual mínimo em operação tem sido dificultado pelo Sindicato dos Rodoviários, que não encaminhou para os motoristas as escalas com a indicação de quais profissionais deveriam trabalhar para atender a frota mínima exigida.

“Os Consórcios fazem um apelo a todos os motoristas e rodoviários para que compareçam imediatamente às suas garagens e iniciem o trabalho. Lembramos a importância de atender a determinação da Justiça, que exige pelo menos 80% da frota nas ruas. A população carioca não pode ficar mais um dia a pé”, disse em comunicado.

Já o sindicato reforça que desde o dia 28 enviou para a direção do Rio Ônibus um ofício pedindo a escala com a relação dos coletivos em cada garagem.

“Vale lembrar que o sindicato só detém a relação e contatos dos motoristas sindicalizados, cerca de 50% da categoria, os demais ficam em poder das empresas. Pena essa situação de imputar responsabilidades”, afirmou o presidente da insituição, Sebastião José.

Nova assembleia

Após a audiência de terça (30) terminar sem acordo, uma reunião havia sido marcada para segunda (6). No entanto, na parte da noite, uma nova assembleia foi agendada para às 11h desta quarta (1º). Logo em seguida, o presidente do sindicato, Sebastião José, vai convocar uma assembleia geral da categoria na sede social da entidade, na Estrada do Otaviano, em Rocha Miranda, na Zona Norte, para apresentar a proposta do patronal e assim retomar as atividades e o atendimento aos usuários.

“Tomamos conhecimento no fim da noite de ontem da posição do presidente do TST caçando a liminar de regularidade da greve da categoria aqui no Rio de Janeiro. Essa decisão é um prêmio para a direção do Rio Ônibus que mesmo sentado na mesa de negociação, vem se negando a apresentar uma proposta em relação as reinvidicações do sindicato para atender aos trabalhadores. Não nos resta outra alternativa a não ser cumprir a liminar, até porque lei é para ser cumprida e não discutida”, disse Sebastião.

Inicialmente, as reivindicações dos rodoviários não foram aceitas e o Rio Ônibus ofereceu apenas 4,39% de reajuste salarial, afirmando que não haveria contraproposta, citando dificuldades financeiras e a perda de subsídios que impedem um valor maior.

Na tarde de terça (30), grevistas fizeram uma manifestação no Centro da cidade, parando ônibus, retirando chaves da ignição e obrigando passageiros a descer. Com a paralisação, diversos veículos ficaram atravessados na pista, provocando um grande congestionamento na região.
Segundo o Rio Ônibus, pelo menos 15 coletivos foram vandalizados durante o protesto, e motoristas que estavam em serviço chegaram a ser agredidos. A Polícia Militar informou que três homens acabaram presos na Avenida Presidente Vargas, próximo ao Sambódromo, no momento em que eles abordavam um ônibus para pegar a chave.

Veja quais são as reivindicações

– Salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem articulados
– Salário de R$ 4 mil para os demais motoristas
– Fim do contrato temporário e contratação pela CLT para os profissionais do BRT
– Tíquete alimentação de R$ 1 mil
– Jornada de trabalho 5×2,
– Manutenção do passe livre para a categoria
– Indenização dos 30 minutos do intervalo almoço
– Plano de saúde e odontológico

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