8 de junho de 2026
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Governo do Estado reforça uso de alerta emergencial para celulares na redução de mortes em eventos climáticos extremos

Cell Broadcast foi utilizado mais de 160 vezes no último verão e ajudou a minimizar impactos de chuvas no estado

Com a aproximação do período mais seco do ano e a expectativa de baixa umidade do ar, queimadas e ondas de calor mais frequentes, o Governo do Estado vem ampliando o uso de tecnologias para proteger a população diante de eventos climáticos extremos. A estratégia da Secretaria de Defesa Civil inclui o funcionamento ininterrupto dos centros de monitoramento e a utilização de ferramentas como o Cell Broadcast, uma tecnologia internacional de envio de alertas emergenciais para celulares localizados em áreas de risco, sem necessidade de cadastro prévio, acesso à internet ou sinal convencional de telefonia.

A ferramenta é considerada o último estágio de alerta à população, sendo utilizado apenas em situações de risco iminente à vida. O sistema possui dois níveis de acionamento: o alerta severo, quando um evento perigoso é esperado e pode causar impactos significativos; e o alerta extremo, destinado a situações já em curso ou de agravamento imediato.

– O Cell Broadcast não é uma ferramenta para previsões rotineiras. Ele é utilizado quando existe risco real e iminente para a população, funcionando como um recurso de emergência para evitar mortes – explicou o secretário de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Tarciso Salles.

Durante o verão 2025/2026, foram emitidos 169 alertas por Cell Broadcast no Estado do Rio de Janeiro. Apesar do elevado volume de precipitação registrado em diversas regiões, o estado apresentou redução expressiva no número de mortes relacionadas às chuvas.

Dados da Defesa Civil apontam que o último verão contabilizou três óbitos associados aos eventos meteorológicos. De acordo com os técnicos, os casos ocorreram em circunstâncias específicas envolvendo pessoas que não conseguiram ou não atenderam às orientações de evacuação.

– O resultado demonstra a eficácia do sistema de alerta precoce e da integração entre Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, municípios e outros agentes de assistência à população. O objetivo é garantir que a população tenha tempo para agir antes que o desastre aconteça – destacou o diretor do Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ), tenente-coronel Anthony Barrera.

Monitoramento permanente e múltiplos canais de alerta

O sistema estadual de monitoramento opera 24 horas por dia, sete dias na semana e conta com meteorologistas, geólogos, hidrólogos e operadores. Além do Cell Broadcast, a Defesa Civil utiliza uma série de canais para informar a população, incluindo: avisos meteorológicos com até 48 horas de antecedência; redes sociais oficiais; painel de monitoramento em tempo real no site do órgão; sirenes instaladas em áreas de risco; e sistema de alertas por SMS.

O serviço de SMS pode ser acessado gratuitamente por qualquer cidadão. Para se cadastrar, basta enviar uma mensagem para o número 40199 contendo apenas o CEP da localidade de interesse. É possível registrar mais de um CEP e receber alertas de diferentes regiões.

Tecnologia também é usada para outras vulnerabilidades

A estrutura de monitoramento da Defesa Civil também acompanha outros fenômenos que oferecem risco à população, como ressacas marítimas, ventos fortes, ondas de calor e de frio, incêndios florestais e baixa umidade relativa do ar.

Com a chegada do inverno, as equipes estaduais passam a concentrar esforços no monitoramento da estiagem, da baixa umidade do ar e dos incêndios em vegetação. O período entre junho e setembro é historicamente marcado pela redução das chuvas e pelo aumento do risco de queimadas.

A orientação é para que a população evite práticas como soltura de balões, queima de lixo e uso inadequado de fogueiras durante as festas juninas. Além do risco de incêndios, a baixa umidade pode provocar problemas respiratórios, desidratação e agravamento de doenças preexistentes.

A Defesa Civil também estuda ampliar o uso dos alertas emergenciais para situações críticas de baixa umidade, especialmente em regiões mais suscetíveis, como o Noroeste Fluminense e a Baixada Fluminense.

Planejamento e prevenção

Os 92 municípios fluminenses recebem informações e alertas produzidos pelo sistema estadual de monitoramento. Além de informar a população, os avisos permitem que prefeituras e órgãos públicos preparem abrigos, equipes de saúde, assistência social e estruturas de resposta antes da ocorrência dos eventos.

– O alerta é apenas uma parte do processo. O mais importante é que toda a rede de proteção esteja preparada para atender a população quando necessário – reforçou o tenente-coronel.

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