Governo do Estado promove ação de Enfrentamento ao Trabalho Escravo com a Supervia
O Governo do Estado, em parceria com a Supervia, realizou uma ação de Conscientização e Enfretamento ao Trabalho Escravo, nesta quarta-feira, 28, na estação de trem Central do Brasil. A iniciativa reforça a atuação e compromisso da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos com a gestão de políticas públicas para erradicação das diferentes formas de exploração humana.
— Combater o trabalho forçado é afirmar que nenhuma atividade econômica pode se sustentar à custa da dignidade humana. É defender o trabalho decente, a justiça social e os direitos humanos como pilares de qualquer sociedade democrática. Por isso, ações de conscientização são fundamentais para informar a população e fortalecer a prevenção e a denúncia dessas violações — pontuou a subsecretária de Promoção, Defesa e Garantia dos Direitos Humanos, Aline Forasteiro.
A supervisora de Relacionamento Comunitário e Responsabilidade Social da SuperVia, Sedineia Santos, enfatizou a importância da escolha da estação de trem Central do Brasil como local de promoção de diálogo e esclarecimento sobre o tema.
— A SuperVia é signatária do Pacto Global da ONU e iniciativas como esta reforçam o nosso compromisso com a promoção dos direitos humanos e com o enfrentamento ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas. Acreditamos que a Central do Brasil, pela sua relevância e fluxo diário de pessoas, é um espaço estratégico para levar informação, conscientização e fortalecer redes de proteção em parceria com instituições que atuam diretamente nessa causa — afirmou Sedineia Santos.
Somente em 2024, mais de 400 atendimentos foram realizados pela Coordenação de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo. Em 2025, foram 385, o que demonstra a importância da ação contínua do Governo do Rio na assistência às vítimas e combate ao trabalho forçado.
— A Coordenação vem desenvolvendo um trabalho contínuo de prevenção e informação sobre esse crime. A divulgação é fundamental para que a população tenha consciência de que a denúncia é um instrumento essencial. Em muitos casos, sem denúncias, a atuação de fiscalização das autoridades se torna mais difícil — destacou Julia Kronemberg, coordenadora de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo.
Dados
Dados do Ministério de Trabalho e Emprego (MTE) revelaram que, em 2024, mais de 2.000 pessoas foram resgatadas de atividades análogas à escravidão, sendo 36, no Rio de Janeiro. A construção de edifícios, a agricultura, além do trabalho doméstico foram as áreas com maior número de trabalhadores libertados.
— Ao longo de 2025, a Coordenação realizou um trabalho importante de interiorização de combate ao Trabalho Escravo, levando ações de informação, prevenção e articulação aos municípios, fortalecendo a rede de enfrentamento. Além disso, a parceria com a SuperVia, na Central do Brasil, um local estratégico e de grande circulação de trabalhadores, é de extrema importância para o êxito da campanha, pois amplia o acesso à informação e incentiva a denúncia — reforçou Julia Khronemberg.
A ação na Central do Brasil contou ainda com o apoio das Subsecretarias da Criança e do Adolescente, por meio do Projeto Integrar, e da Subsecretaria de Gestão do Sistema Único de Assistência Social, por meio do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI).
— A questão do combate ao trabalho escravo infantil é de extrema relevância e precisamos seguir atuando para coibir essa prática. O SUAS tem um papel importante para garantir que as crianças estejam nas salas de aulas, exercendo o direito de uma infância digna e saudável. Por isso, estamos todos juntos nesta campanha com o objetivo que não apenas seja apenas pontual, mas faça parte de uma rotina de trabalho de todos nós — finalizou o subsecretário do SUAS, Felippe Souza.

