29 de outubro de 2026
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Governo do Estado abre jardins do Palácio Guanabara à visitação pública

Acesso gratuito será realizado mediante inscrição prévia, com visitas aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h

O Governo do Estado do Rio de Janeiro abrirá, a partir do dia 7 de novembro, os jardins do Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul da capital, à visitação pública aos sábados, domingos e feriados. A iniciativa amplia o acesso da população e turistas a um dos mais importantes patrimônios históricos e culturais fluminenses.
As visitas serão realizadas das 10h às 16h, em três turnos de duas horas, sendo eles das 10h às 12h, das 12h às 14h e das 14h às 16h, com capacidade para até 25 pessoas por período, totalizando 75 visitantes por dia. O acesso será gratuito, mediante inscrição prévia pelo site www.jardimpalacio.rj.gov.br.
A visitação será livre, sem roteiro obrigatório ou acompanhamento de guia, respeitando as orientações de segurança e os limites de circulação estabelecidos para a preservação do espaço.
O acesso poderá ser suspenso por agenda oficial, visita de autoridades, operações de segurança, condições meteorológicas adversas, manutenção, emergência ou necessidade de preservação do espaço. Não será permitida a entrada de animais de estimação, exceto cães-guia.
Também ficam proibidos o ingresso com armas, bebidas alcoólicas, drogas, produtos inflamáveis, equipamentos de som, drones sem autorização, objetos recreativos, mesas, cadeiras, cavaletes, garrafas de vidro, bandeiras, mastros e galhardetes.
Não serão permitidos fumar, coletar plantas, escalar árvores, monumentos ou estruturas ornamentais, praticar comércio ambulante, realizar manifestações políticas ou circular com trajes de banho ou sem camisa.
Um patrimônio marcado pela história
Construído em 1853 como residência particular, o imóvel foi adquirido pela família imperial em 1864 e reformado para abrigar a Princesa Isabel e seu marido, o Conde d’Eu. A partir de então, passou a ser conhecido como Paço Isabel.
Durante esse período, o casal promoveu intervenções nos jardins, com o plantio de diversas espécies vegetais exóticas e de uma dupla fileira de palmeiras imperiais ao longo da Rua Paissandu, que ligava a residência à antiga região da Praia do Flamengo.
Em 1890, o imóvel foi incorporado ao patrimônio da União e recebeu o nome de Palácio Guanabara. Ao longo de sua trajetória, abrigou diferentes instituições e funções públicas, incluindo instalações militares e residências oficiais de presidentes da República. Desde 1960, é sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Jardins históricos e paisagismo
O projeto paisagístico dos jardins é atribuído ao francês Paul Villon, no início do século XX. O conjunto apresenta traçado geométrico, com canteiros organizados, gramados e flores, reunindo referências do paisagismo francês a elementos de uma concepção romântica adaptada ao contexto brasileiro.
Entre os destaques está o chafariz de Netuno, composto por uma estátua do deus romano dos mares, representado com um tridente, cercado por crianças montadas em delfins. A obra é atribuída ao escultor francês Gabriel Dubray e foi produzida pela Fundição Val d’Osne, importante referência na produção de elementos artísticos em ferro fundido no século XIX.
Vasos ornamentais em terracota, decorados com cenas da mitologia do deus Baco, e quatro esculturas que representam as estações do ano integram o conjunto paisagístico dos jardins. Esses elementos foram incorporados ao espaço durante a reforma realizada em 1920, enriquecendo sua composição artística e reforçando as referências clássicas presentes no projeto.
Palmeiras imperiais e espécies exóticas
As palmeiras imperiais são elementos marcantes dos jardins do Palácio Guanabara e da tradição paisagística brasileira. Nos séculos XIX e início do XX, essas árvores eram frequentemente utilizadas para ornamentar residências e espaços associados ao poder político e econômico, tornando-se símbolos de prestígio e proximidade com a monarquia.
O jardim também reúne espécies frutíferas exóticas provenientes de diferentes regiões do mundo, como mangueiras, jambeiros e jaqueiras, que compõem a diversidade vegetal do espaço e ajudam a contar a história dos hábitos e das influências paisagísticas de diferentes épocas.

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