5 de outubro de 2026
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Flamengo não atinge meta de venda de jogadores em 2026

Com encerramento da janela dos principais centros do futebol, clube passa longe do objetivo de arrecadar R$ 250 milhões em transferências

O Flamengo não bateu a meta de vendas de jogadores para 2026. Após o fechamento da janela de transferências no Brasil e nos principais países do futebol europeu, que se encerrou em setembro, o Rubro-Negro, que corre o risco de perdeu seu patrocinador master, sequer chegou perto do número esperado nas transferências.

O clube previa aproximadamente R$ 250 milhões de arrecadação em vendas, mas atingiu apenas R$ 171,6 milhões, conforme levantamento do jornalista Thiago Lima, do ‘ge’. Entre os grandes centros do futebol, apenas a Arábia Saudita ainda terá mais uma semana de contratações.

O maior lucro do Flamengo foi com a negociação do jovem meia-atacante Ryan Roberto para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por 9,5 milhões de euros (R$ 56,3 milhões). No entanto, o Rubro-Negro ficou com apenas R$ 39,4 milhões, por ter 70% dos direitos econômicos do atleta.

Além disso, o clube também recebeu R$ 35,2 milhões pela transferência de João Gomes do Wolverhampton ao Aston Villa, devido ao mecanismo de solidariedade da Fifa, além de 10% de mais-valia da operação. Já a venda de Wallace Yan ao Red Bull Bragantino rendeu R$ 36 milhões aos cofres do clube.

Preocupação com a base

O entendimento é que diversos atletas da base foram vendidos por baixos valores. De acordo com o levantamento, Lorran, Victor Hugo e Guilherme, que em outros momentos foram considerados joias, saíram, somados, por R$ 22 milhões, o que não banca um mês da folha salarial do time.

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, já demonstrou preocupação sobre como a base não tem sido bem aproveitada na categoria profissional. Em coletiva no fim de julho, o mandatário falou sobre a situação.

“Não temos jogadores para subir? Hoje, quando observamos o elenco, entendemos que existe um gap entre o que temos no sub-20 do Flamengo e o futebol profissional. Isso me força a fazer algumas escolhas e trazer jogadores mais caros. Isso é sustentável no longo prazo? Não. Espero que, ao longo dos anos, tenhamos, em todas as temporadas, três, quatro, cinco, seis, oito ou 10 jogadores da base capazes de preencher esses espaços.”

Na ocasião, ele comentou que não pode “gastar 60 ou 70 milhões de euros todos os anos”. “Agora, se acreditamos que eles não podem atuar no time do Flamengo no nível que gostaríamos, por que deveríamos acreditar que podem ser vendidos para gerar 60 ou 70 milhões de euros?”, concluiu.