16 de julho de 2026
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Fiscalização interdita estoque de supermercado em Paraty após encontrar micos, pombos e fezes de roedores em contato com alimentos


Uma operação de fiscalização realizada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON), pelo PROCON-RJ, pelo Procon Municipal de Paraty e pela Polícia Militar interditou, nesta quarta-feira (15), o estoque de um supermercado em Paraty, na Costa Verde fluminense, após identificar graves irregularidades sanitárias que colocavam em risco a saúde dos consumidores. 

Durante a inspeção, as equipes encontraram a presença de vetores de doenças, como roedores, além de micos e pombos circulando no estoque. Também foram localizadas fezes de roedores e iscas de veneno em contato direto com alimentos e mercadorias, evidenciando falhas graves no controle de pragas e nas condições de armazenamento.

A situação é ainda mais preocupante por se tratar de uma região que, em passado recente, registrou casos de leptospirose, doença transmitida principalmente pela urina de roedores. Diante do risco iminente à saúde pública, os agentes determinaram, em caráter cautelar, a interdição do estoque do estabelecimento até que todas as irregularidades sejam sanadas.

Entre as medidas exigidas estão o reforço imediato dos serviços de dedetização, desratização e controle integrado de pragas, a limpeza completa do estoque, a adequação da estrutura física para impedir o acesso de animais ao local, bem como a retirada dos micos e pombos por meios ambientalmente adequados e em conformidade com a legislação vigente.

Em outro supermercado fiscalizado, os agentes encontraram uma aranha morta sobre alimentos expostos para comercialização, situação que também representa risco à segurança sanitária dos produtos.

Ao todo, mais de 154 quilos de alimentos impróprios para o consumo foram descartados durante a operação. Os produtos estavam vencidos, mal armazenados ou sem identificação da data de manipulação e do prazo de validade. Entre os itens inutilizados estavam farinha para quibe, polvilho azedo, leite condensado e outros alimentos.

As equipes também identificaram diversas irregularidades estruturais e sanitárias, incluindo falhas na conservação dos produtos, problemas de higiene e inadequações no armazenamento de alimentos.

Os alimentos considerados impróprios foram inutilizados e descartados na presença das equipes de fiscalização. Os estabelecimentos foram autuados e terão o prazo de 15 dias para apresentar defesa administrativa.