15 de junho de 2026
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Da estação à torneira: a corrida diária para garantir a qualidade da água no Rio de Janeiro

Concessionária Águas do Rio realiza cerca de 22 mil análises por mês para monitorar o caminho percorrido pela água até chegar aos imóveis e atender 10 milhões de pessoas

Para chegar às torneiras, a água percorre uma longa jornada no estado do Rio. Depois de passar pelos processos de captação e tratamento, ela segue por uma extensa rede de distribuição, muitas vezes atravessa cidades e é acompanhada de perto em diferentes etapas do percurso. Para garantir que chegue aos imóveis dentro dos padrões de qualidade exigidos pelo Ministério da Saúde, cerca de 22 mil análises são realizadas todos os meses em pontos estratégicos da rede. O trabalho, que combina coleta em campo, testes laboratoriais e monitoramento contínuo, faz parte de uma operação diária mantida pela Águas do Rio para abastecer aproximadamente 10 milhões de pessoas nas 27 cidades atendidas. 

A operação começa quando a água deixa os sistemas produtores Guandu e Imunana-Laranjal, operados pela Cedae, e inicia seu percurso pela rede de distribuição gerida pela concessionária da Aegea Saneamento. Ao longo desse caminho, a Águas do Rio mantém cerca de 2.500 pontos de monitoramento estrategicamente instaladosem todas as regiões da área de concessão.

Nesses locais entra em cena uma equipe responsável por uma espécie de “raio-X” diário da água distribuída. Todos os dias, profissionais percorrem ruas de vários municípios coletando amostras que seguem para análise laboratorial. Um deles é Renan Marques, de 35 anos. Há quase três anos na empresa, ele visita diariamente entre 15 e 20 pontos de coleta espalhados pela capital fluminense.

“Estamos falando de vidas. Você precisa se colocar no lugar do outro e entender que está trabalhando para oferecer não apenas qualidade da água, mas também mais segurança e qualidade de vida para as pessoas”, ressalta Renan, que integra uma equipe de 36 profissionais, dividida entre coletores e técnicos de laboratório, que atua diariamente nesse trabalho de monitoramento.

As amostras coletadas em campo seguem para o laboratório central da empresa, localizado na Estação de Tratamento de Esgoto da Pavuna, na Zona Norte do Rio. A unidade realiza cerca de 13 mil análises mensais. Outras 9 mil são feitas por um laboratório parceiro, totalizando aproximadamente 22 mil análises por mês.

Os exames verificam indicadores como cloro residual livre, cor aparente, turbidez, coliformes totais e presença da bactéria Escherichia coli. O objetivo é confirmar que a água distribuída está adequada para consumo mesmo após percorrer longas distâncias pela rede.

Segundo o coordenador do laboratório da Águas do Rio, Marcelo Talyuli, o monitoramento conta com o apoio de inteligência de dados e ferramentas estatísticas capazes de identificar rapidamente eventuais desvios nos parâmetros monitorados. Quando alguma alteração é identificada, equipes operacionais são acionadas para verificar a origem do problema, realizar novas coletas e adotar as medidas necessárias para restabelecer os parâmetros exigidos. 

“Nosso compromisso é utilizar a análise de dados como uma ferramenta preventiva para fortalecer o controle da qualidade da água. Por meio de métodos estatísticos e inteligência de dados, avaliamos periodicamente o comportamento dos parâmetros monitorados, identificando tendências, desvios e possíveis sinais de alerta. Essa abordagem apoia decisões mais seguras, direciona as ações operacionais e contribui para garantir uma água em conformidade com os padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde”, explica.

Para que todo esse trabalho produza o resultado esperado, existe uma etapa que depende dos próprios moradores. Embora a qualidade da água seja monitorada continuamente até o hidrômetro, caixas d’água e cisternas sem manutenção adequada podem comprometer o resultado de todo esse esforço.

Por isso, a recomendação é que esses reservatórios sejam higienizados a cada seis meses. “Nós garantimos a qualidade da água até o hidrômetro. A partir dali, a manutenção adequada da caixa d’água é fundamental para completar esse ciclo de proteção à saúde da família”, destaca Marcelo.

Veja mais no canal da Águas do Rio no Youtube: https://youtu.be/ZRyF8K04JzM?si=B74Io-n-K5TBAwHO