Castro pede nova prorrogação da Força Nacional no RJ

O governador Cláudio Castro (PL) enviou nesta quarta-feira (27) um ofício ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para pedir uma nova prorrogação da permanência da Força Nacional no RJ. As tropas ficariam no estado até este domingo (31).

Caso a União aceite, esta será a 2ª extensão de prazo do reforço — a 1ª foi em janeiro. Castro não deu uma duração desejada nesse pedido.

Cerca de 300 agentes patrulham as estradas federais no RJ desde 16 de outubro.

Cadê a Força Nacional?

A Força Nacional vem atuando na segurança pública do Rio de Janeiro desde o dia 16 de outubro. A operação autorizada pelo Ministério da Justiça no estado. Em novembro, já tinha custado mais de R$ 10 milhões aos cofres públicos.

O levantamento foi obtido com exclusividade pela Globonews em novembro de 2023.

Ao todo, 300 homens e mulheres de nove estados foram deslocados para o Rio de Janeiro com o objetivo de atuar nas rodovias que cortam o estado, sob a liderança da Polícia Rodoviária Federal, com o objetivo de impedir a entrada de armas e drogas.

Diante da crise na segurança pública fluminense, a operação do Ministério da Justiça foi autorizada após pedido de apoio do governador Cláudio Castro (PL), em meio à escalada da violência no estado.

Para o trabalho, o governo federal gastou mais de R$ 3,5 milhões só com os novos equipamentos: Carabinas, espingardas, fuzis, granadas, pistolas e muita munição. Já o pagamento de diárias dos agentes, custou aos cofres do Governo Federal mais de R$ 3,6 milhões.

Força Nacional gastou quase R$ 10 milhões e não fez apreensões de drogas ou armas, em um mês e meio no RJ — Foto: Reprodução TV Globo
Força Nacional gastou quase R$ 10 milhões e não fez apreensões de drogas ou armas, em um mês e meio no RJ

7 caminhões revistados em 1 mês

Segundo a direção da Força Nacional, os agentes que atuam no Rio de Janeiro fizeram mais de 10 mil abordagens a veículos e pedestres no primeiro mês de trabalho. Contudo, apenas 7 caminhões foram parados e revistados nesse período.

Em mais de um mês, os agentes não apreenderam armas ou drogas durante a operação no estado. O levantamento, feito com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), aponta duas prisões e um menor apreendido por tentativa de assalto.

Ao longo desse mês, outras duas pessoas foram presas por lesão corporal e falta de pagamento de pensão alimentícia.

Agentes roubados

Se não bastasse a falta de ocorrências com resultados positivos, dois agentes da Força Nacional acabaram envolvidos em uma situação, no mínimo, constrangedora para a corporação.

Agentes da Força Nacional entraram por engano e tiveram suas armas roubadas no Complexo do Chapadão, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. As armas foram recuperadas por PMs do 41ºBPM (Irajá), mas a situação jogou luz sobre a atuação de policiais que não conhecem bem as particularidades do crime no Rio.

Os dois agentes roubados pertencem à polícia de Alagoas e do Acre e estão cedidos à Força. Eles estavam em uma viatura descaracterizada e, ao seguirem orientações de um aplicativo de navegação, entraram na Rua Fernando Lobo quando foram abordados por traficantes.

Os policiais se identificaram, e os bandidos os liberaram após roubarem duas pistolas calibre 9mm.

Segundo o relato dos agentes, eles estavam abastecendo a viatura em um posto de gasolina na Via Dutra. Ao deixarem o posto, eles tentaram retornar para sua base de serviço, no Campo dos Afonsos, na Zona Oeste, mas o aplicativo traçou uma rota que passava pela entrada da comunidade.

O Ministério da Justiça informou que a gestão e o planejamento das ações da Força Nacional ficam a cargo da PRF. Ainda segundo o ministério, as fortes chuvas na região também afetaram os pontos de atuação, e que são seis pontos de fiscalização: cinco na BR-040 e um na Via Dutra.

Por sua vez, a PRF disse que viaturas fazem patrulhamento em rondas e que não há base da Força Nacional no Arco Metropolitano.

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