4 de setembro de 2026
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Casa da Mulher Nilopolitana encerra Agosto Lilás com seminário sobre os 20 anos da Lei Maria da Penha

Evento também marcou a posse do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher

Uma tarde de conhecimento, reflexão e emoção marcou o encerramento das atividades do Agosto Lilás em Nilópolis. No dia 28, a Câmara Municipal recebeu mulheres nilopolitanas para o seminário “Agosto Lilás – 20 anos da Lei Maria da Penha: Quantas vidas ainda precisam ser perdidas para que a violência contra a mulher seja inaceitável?”, promovido pelo CREAM-NILÓPOLIS/Casa da Mulher Nilopolitana, vinculado à Secretaria Municipal dos Direitos Humanos e Cidadania.

A programação também foi marcada pela posse do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Nilópolis, formado por representantes do poder público e da sociedade civil. Titulares e suplentes assumiram o compromisso de participar da formulação, do acompanhamento e do fortalecimento das políticas públicas destinadas às mulheres do município.

Posse dos conselheiros

A solenidade foi aberta pela presidente da Comissão da Mulher da Câmara Municipal de Nilópolis, Cristiane Ribeiro, que ressaltou a importância da união entre Poder Legislativo, Poder Executivo, sociedade civil e órgãos de defesa dos direitos das mulheres.

Segundo Cristiane, o Agosto Lilás deve ultrapassar as ações de conscientização. “É uma oportunidade para ampliar o debate e reafirmar que nenhuma forma de violência contra a mulher pode ser naturalizada”, ressaltou a vereadora.

A superintendente dos Direitos da Mulher, Nilcea Cardoso, destacou o papel do Conselho na participação social e na construção de políticas públicas. Para ela, a atuação do órgão permitirá ampliar a voz das mulheres na definição de ações que atendam às suas necessidades.

20 anos da Lei Maria da Penha

O seminário reuniu profissionais de diferentes áreas, que abordaram a violência contra a mulher sob perspectivas jurídicas, policiais, psicológicas, sociais e educativas. Entre elas, a secretária municipal de Educação, Flávia Rocha, representante do prefeito Abraãozinho; a diretora-geral do Departamento Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM), Gabriela Bon Beauvais.

 

Participaram ainda as delegadas das Delegacias de Atendimento à Mulher (DEAMs) de Nova Iguaçu e Belford Roxo, Mônica Areal e Fernanda Fernandes, respectivamente; e Maria dos Anjos Camardela, primeira delegada titular da DEAM de Nova Iguaçu.

Também estavam presentes o psicólogo Paulo Sarcon, integrante do Grupo Reflexivo SER H – Escola de Homens: Educação Ressocializadora; a dentista Patrícia Matos Robbes; e a professora universitária e psicóloga Christiane Penha.

 

Flávia Rocha reafirmou o compromisso do Poder Executivo com as políticas públicas voltadas às mulheres e destacou que o enfrentamento à violência precisa estar articulado a ações nas áreas de educação, saúde, assistência social, qualificação profissional, geração de renda e garantia de direitos.

 

Estavam na pauta de discussão temas como a importância da denúncia e dos mecanismos de proteção, o atendimento humanizado às vítimas, o trabalho com homens autores de violência, os impactos da violência na saúde e suas consequências psicológicas.

 

Ao completar 20 anos, a Lei Maria da Penha permanece como um dos principais instrumentos de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O encontro reforçou a necessidade de fortalecer a rede de atendimento e transformar a legislação em ações efetivas de prevenção, acolhimento e proteção.

Dança e depoimento emocionam o público

A programação também contou com a apresentação do Grupo de Dança de Ritmos, da professora Jack Maravilha, que, acompanhada de suas alunas, levou alegria e energia ao público.

 

O encerramento foi marcado pelo depoimento de Mauricelia Silva, que compartilhou sua história de superação e de rompimento do ciclo da violência doméstica e familiar.

 

Para a superintendente dos Direitos da Mulher, Nilcea Clara Cardoso, responsável pela condução e pelo planejamento do evento ao lado do subsecretário de Cidadania e Direitos Humanos, Rafael Abreu, o Agosto Lilás deve deixar como legado não apenas informação, mas também o compromisso coletivo com uma sociedade em que as mulheres possam viver sem medo.

 

“Este seminário representa a união de diferentes saberes e instituições em defesa de uma mesma causa: a vida, a dignidade e os direitos das mulheres. Não queremos apenas falar sobre violência; queremos fortalecer caminhos para que a mulher possa romper o ciclo da violência, reconstruir sua vida e exercer plenamente sua cidadania”, afirmou Nilcea.

 

O Centro de Referência Especializado à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (CREAM-Nilópolis )/Casa da Mulher Nilopolitana permanece como espaço de acolhimento, orientação, proteção e fortalecimento das mulheres do município.

 

CREAM-Nilópolis/Casa da Mulher Nilopolitana
Rua Antônio João Mendonça, nº 65, Centro, Nilópolis
Telefone: 3030-8627
E-mail: casadamulherdenilopolis@gmail.com

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