29 de setembro de 2026
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Belford Roxo: Policlínica Neuza Brizola promove evento para debater o ‘Setembro Amarelo’

Visando conscientizar as pessoas sobre a prevenção ao suicídio, a Policlínica Neuza Brizola realizou nesta terça-feira (20-09) um evento alusivo ao Setembro Amarelo, que contou com a participação de representantes da Secretaria Municipal de Saúde e frequentadores da Policlínica. O evento foi coordenado pelas enfermeiras Marcele Sarmento e Bianca Martins e pela enfermeira Rosinete Freitas.

Quinze mil mortes por ano

O gestor da Policlínica Neuza Brizola, Avelino Ribeiro, explicou que o Brasil registra, em média, mais de mil mortes por suicídios por ano. Ele avaliou que o Setembro Amarelo é um momento de conscientização. “Cuidar da saúde mental é importante e o setembro Amarelo oferece informações e ajuda. Quem precisar pode ligar para o 188, pois profissionais treinados estão prontos para ajudar. Este evento na Policlínica Neuza Brizola serve também para orientarmos. Agradeço o apoio dos profissionais da Secretaria de Saúde”, comentou Avelino.

Morte da mãe

Ana Cláudia Silva, 48 anos, frisou que entrou em depressão por causa da morte da mãe. Ela argumentou que participou de palestras que a ajudaram a superar o trauma. “Aqui no Neuza Brizola tem especialistas que podem nos acompanhar. É importante sempre procurar ajuda”, encerrou.

As palestrantes do evento foram: Tatiane Monique (enfermeira, Raissa Medeiros (psicóloga), Michele Santos (nutricionista), Sonia Pereira (fonoaudióloga) e Adriana Mesquita (médica).

Veja os principais sinais de alerta

·         O aparecimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas:
Essas manifestações não devem ser interpretadas como ameaças nem como chantagens emocionais, mas sim como avisos de alerta para um risco real.

·         Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança:
As pessoas sob risco de suicídio costumam falar sobre morte e suicídio mais do que o comum, confessam se sentir sem esperanças, culpadas, com falta de autoestima e têm visão negativa de sua vida e futuro. Essas ideias podem estar expressas de forma escrita, verbal ou por meio de desenhos.

·         Expressão de ideias ou de intenções suicidas:
Fiquem atentos para os comentários abaixo. Pode parecer óbvio, mas muitas vezes são ignorados:

·         “Vou desaparecer.”

·         “Vou deixar vocês em paz.”

·         “Eu queria poder dormir e nunca mais acordar.”

·         “É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar.”

·         Isolamento:
As pessoas com pensamentos suicidas podem se isolar, não atendendo a telefonemas, interagindo menos nas redes sociais, ficando em casa ou fechadas em seus quartos, reduzindo ou cancelando todas as atividades sociais, principalmente aquelas que costumavam e gostavam de fazer.

·         Outros fatores:
Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido, doenças crônicas, dolorosas e/ou incapacitantes, entre outros podem ser fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados como determinantes para o suicídio. Sendo assim, devem ser levados em consideração se o indivíduo apresenta outros sinais de alerta para o suicídio.

(Fonte: //www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/suicidio-prevencao)

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