21 de julho de 2024

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Apostadores ofereceram ao menos R$ 1,25 milhão a jogadores em esquema de manipulação; R$ 200 mil foram pagos em adiantamento

O grupo acusado de manipular resultados de jogos do futebol brasileiro prometeu um total de pelo menos R$ 1,25 milhão a 9 jogadores em 13 partidas. Segundo o Ministério Público de Goiás, pelo menos R$ 200 mil foram entregues a alguns dos jogadores antes mesmo da realização dos jogos.

Esses casos deram origem à denúncia do Ministério Público (MP) de Goiás ao Tribunal de Justiça de Goiás, que tornou réus sete jogadores e nove apostadores, entre eles o empresário Bruno Lopez, apontado pelo MP como o líder da organização criminosa.

Entre esses casos já denunciados na Justiça, o valor mais alto prometido a um único jogador foi de R$ 500 mil.

Segundo o apurado pelo MP, Fernando Neto, então no Operário, receberia o valor para ser expulso do jogo entre seu time à época e o Sport, pela Série B do Campeonato Brasileiro de 2022. De acordo com a investigação, Neto chegou a receber um adiantamento de R$ 40 mil.

Já o valor mais baixo foi de R$ 30 mil para que o jogador Onitlasi Moraes (Moraes Junior), então no Juventude, recebesse um cartão amarelo na partida contra o Palmeiras, pela série A do Brasileirão, em setembro de 2022. Conforme o MP, R$ 5 mil foram entregues antes. O atleta não foi denunciado, porque admitiu o esquema e firmou acordo com o MP.

Em outros dois casos, a investigação ainda não conseguiu precisar o valor total prometido aos jogadores aliciados: o de Igor Cárius e o de Eduardo Bauermann.

De acordo com a investigação, Cárius, então no Cuiabá, teria recebido um adiantamento de R$ 5 mil para ser punido com cartão amarelo no jogo entre seu time e o Ceará, na série A do Campeonato Brasileiro de 2022.

Já no caso de Bauermann, do Santos, o MP afirma que ele recebeu um adiantamento de R$ 50 mil para receber cartão amarelo na partida entre Santos e Avaí, também pela Série A. O jogador não recebeu o cartão, mas combinou com os apostadores de ser expulso na partida.

Como a operação começou

 

A Operação Penalidade Máxima já fez buscas e apreensões nos endereços dos envolvidos. As investigações começaram no final de 2022, quando o volante Romário, do Vila Nova-GO, aceitou uma oferta de R$ 150 mil para cometer um pênalti no jogo contra o Sport, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Romário recebeu um sinal de R$ 10 mil, e só teria os outros R$ 140 mil após a partida, com o pênalti cometido. À época, o presidente do Vila Nova-GO, Hugo Jorge Bravo, que também é policial militar, investigou o caso e entregou as provas ao MP-GO.

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