Firjan destaca os resultados positivos do leilão de Partilha da ANP
Das 13 áreas ofertadas, 7 foram arrematadas, das quais 6 estão localizadas integral ou parcialmente em águas fluminenses. O leilão gerou uma arrecadação imediata de R$ 530 milhões em bônus de assinatura, assegurando um investimento mínimo previsto de R$ 778 milhões na fase exploratória.
Conforme a Firjan, o Rio de Janeiro permanece na liderança da produção e de reservas de petróleo e gás, e com esse resultado agregou novas áreas que contribuirão com suas atividades offshore e onshore. Os compromissos de investimentos na fase de exploração pelas empresas vencedoras dos blocos trazem uma demanda por empresas que fornecem, por exemplo, aquisição e processamento de dados sísmicos, afretamento de embarcações, fluidos de perfuração, brocas, construção de poços, dentre outros. Essa dinâmica é o primeiro passo para a manutenção e criação de novas oportunidades para a base empresarial do estado e do país.
“A indústria precisa de previsibilidade para planejar suas atividades e estar inserida nas oportunidades de compra das operadoras das áreas de exploração e produção de petróleo e gás. A manutenção das atividades exploratórias é também fundamental para a reposição de reservas do país, a segurança energética nacional e o crescimento da economia, com impactos em toda a sociedade.”, afirmou a gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso, comemorando o resultado.
A expectativa do estado fluminense para o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, que também ocorre nesta quarta-feira, é que os resultados sejam positivos especialmente para novas fronteiras exploratórias, como a Margem Equatorial, com oportunidades na Bacia do Ceará. A Firjan entende que a indústria fluminense possui todas as condições de contribuir para o desenvolvimento do mercado nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, da mesma forma que indústrias de outros países venham e se estabeleçam no estado do Rio para fornecimento e operação mais próxima das áreas produtoras.
Ainda no leilão de concessão, o Rio de Janeiro segue com mais 19 blocos confrontantes, total ou parcialmente, que poderão ser arrematados pelas empresas.
“Em 2026, fizemos uma primeira entrega para o estado do Amapá, por meio da Firjan SENAI, com mapeamento e capacitação de empresas locais. Além disso, promovemos uma primeira edição do nosso programa Rede de Oportunidades para Fornecedores – especial Margem Equatorial Amapaense, destacando a dimensão das primeiras demandas da Petrobras aos potenciais fornecedores locais. Para o 2027, a Firjan seguirá apoiando as demais federações de indústrias parceiras e planeja contribuir com Fiepa e Fiema, com olhar também para vocações regionais”, complementou Karine.

