2 de setembro de 2026
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Praça Onze Maravilha: Câmara do Rio mantém veto para preservar características urbanísticas do Bairro Peixoto

Após amplo processo de escuta e diálogo com moradores e representantes da sociedade civil durante a análise do projeto Praça Onze Maravilha, a Câmara do Rio aprovou a manutenção dos vetos parciais da Prefeitura ao PLC 92-A/2025, que criou a Área de Especial Interesse Urbanístico (AEIU) na região, durante a sessão ordinária desta terça-feira (01/09). Com a decisão dos vereadores, será arquivado o trecho que incluía o Bairro Peixoto entre as áreas receptoras de potencial construtivo previstas na proposta, mecanismo de compensação estabelecido pela legislação urbanística.

O texto anteriormente aprovado permitia que construções menores já existentes na região da Zona Sul pudessem alcançar a altura de prédios vizinhos maiores, erguidos antes da criação da Área de Proteção Ambiental (APA), no fim da década de 1980. Caso a regra entrasse em vigor, imóveis mais baixos (até quatro pavimentos) em trechos das ruas Santa Clara, Figueiredo Magalhães, Siqueira Campos e Tonelero poderiam alcançar gabarito de até 11 andares.

Diálogo com a população

Ao longo do ano, foram realizadas quatro reuniões técnicas com representantes da Prefeitura, além de duas audiências públicas — uma delas no próprio território impactado pelas intervenções — e um seminário voltado ao diálogo com especialistas, moradores, comerciantes e entidades ligadas ao carnaval para discutir o Praça Onze Maravilha.

Parque Shangai se tornará patrimônio cultural da cidade

Fundado em 1919 e considerado um dos primeiros parques temáticos do país, o Parque Shangai será declarado Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial da cidade do Rio de Janeiro. O Legislativo municipal rejeitou o veto total da Prefeitura ao PL 1978-A/2026, que concede o reconhecimento. Com a derrubada do veto, a proposta segue para promulgação.

O Parque Shangai, que recebe cerca de 4 mil visitantes por mês, passou por diferentes endereços até se estabelecer definitivamente, em 1966, no Largo da Penha. Ao longo de sua história, funcionou nas proximidades da Igreja de Nossa Senhora da Penha, no antigo Aterro do Calabouço e na Quinta da Boa Vista.

A Câmara do Rio rejeitou outros 10 vetos do Poder Executivo a projetos de lei, todos seguirão para promulgação pela presidência da Casa. Confira abaixo:

Veto total ao PL 1588/2025, que declara como patrimônio cultural de natureza imaterial da cidade o Projeto Cara Virada Futebol Arte;

Veto total ao PL 1957/2020, que dá o nome de Rua Mouras (1903/1974) à atual Rua 2, situada no loteamento dos Mouras, em Paciência;

Veto total ao PL 2893/2024, que dá o nome de Rua Bougainville à atual Rua B, no loteamento residencial Monte Líbano, sub-bairro Salim – Campo Grande;

Veto total ao PL 1035/2025, que dá o nome de Josenildo Francisco da Silva Bellot (1965/2012) à praça inominada na Estrada Henrique de Melo, nº 183, em Bento Ribeiro;

Veto total ao PL 1110/2025, que declara como patrimônio cultural de natureza imaterial do município o Grupo de Bate-Bola União de Realengo;

Veto total ao PL 1305-A/2025 que declara patrimônio cultural e turístico de natureza imaterial da cidade o Quiosque Carlotas Beach House, na Avenida Lúcio Costa, s/nº, qb 22 a/b, na Barra da Tijuca;

Veto total ao PL 1369/2025, que dá nomes de Padre Damian Rodin, Dilson Santos e Doutor Luiz Gandelman a ruas inominadas localizadas no loteamento Jardim Croácia, na Rua José Fernandes, nº 1.011, em Sepetiba;

Veto total ao PL 1886/2026, que declara patrimônio cultural e turístico de natureza imaterial o Bloco Carnavalesco Ciganas Feiticeiras de Olaria;

Veto total ao PL 2063/2026, que declara como patrimônio cultural de natureza imaterial  da cidade do Rio de Janeiro a Feira Livre da Rua Comendador Siqueira, no bairro do Pechincha;

Veto total ao PL 1575/2015, que considera a Rua Avaré polo gastronômico e comercial, no bairro de Campo Grande e dispõe sobre sua implantação.

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