28 de agosto de 2026
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Plano de preparação e resposta em saúde pública para o El Niño 2026-2027 é apresentado em Brasília

Ministério da Saúde apresentou a proposta durante Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Na ocasião, foram discutidas medidas de preparação do SUS diante dos impactos previstos do fenômeno climático

 

O Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027 foi apresentado nesta semana pelo Ministério da Saúde, durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), realizada em Brasília. O encontro reuniu gestores estaduais para discutir medidas de preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos possíveis impactos do próximo ciclo do fenômeno climático.
O fenômeno está classificado como “forte” e pode atingir o patamar “muito forte” já em setembro, com janela crítica prevista para o período entre outubro de 2026 e março de 2027. Os efeitos variam de acordo com a região: seca, estiagem e queimadas no Norte e Centro-Oeste; aprofundamento da seca e calor no Nordeste; ondas de calor e temporais no Sudeste; e chuvas intensas, com risco de inundação, no Sul.

 

Durante a apresentação, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, explicou que a preparação para os possíveis impactos do fenômeno está organizada em cinco eixos:

➢ Governança federativa, com Sala de Situação de Emergências Climáticas;

➢ Governança interna, por meio da Sala de Situação Saúde e Clima;

➢ Recursos e kits emergenciais de assistência farmacêutica;

➢ Atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS), com bases regionais capazes de deslocar equipes em até 48 horas;

➢ Organização de serviços e protocolos técnicos de acordo com as características de cada bioma.

 

FERRAMENTAS – Entre as ferramentas utilizadas para o monitoramento estão o Painel Nacional de Excesso de Calor, o Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos (VigiAR) e o GeoRisk, além dos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), projeto-piloto desenvolvido em oito cidades das cinco regiões do país. A estratégia também prevê a integração dos sistemas e-SUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan para auxiliar na detecção precoce de surtos.
PLANO SETORIAL DE ADAPTAÇÃO – No médio prazo, o Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima do Ministério da Saúde – AdaptaSUS, estabelece 27 metas e 93 ações até 2035. A estratégia reúne medidas voltadas à preparação do setor de saúde diante dos impactos das mudanças climáticas. Entre as ações relacionadas à segurança hídrica em áreas sujeitas à seca e à estiagem, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas, em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões destinado a unidades de melhoria sanitária.
AMAZÔNIA – Na Amazônia, a preparação considera ainda a organização da rede de atenção e a estrutura disponível para atendimento às populações em áreas de difícil acesso, incluindo equipes de saúde e Unidades Básicas de Saúde Fluviais.
PAINEL DE ESPECIALISTAS – O Ministério da Saúde também deverá publicar, nos próximos dias, portaria para instituir um painel de especialistas em clima e saúde, que terá a função de subsidiar tecnicamente as decisões relacionadas à preparação e à resposta aos impactos dos eventos climáticos.

 

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