6 de agosto de 2026
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Rio celebra 10 anos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos com legado consolidado e ampliado

Dez anos após realizar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016, a cidade do Rio se tornou um dos principais exemplos de transformação urbana e esportiva com o legado deixado pelo evento. Se no início dos preparativos estavam previstos 17 projetos de legado, após o evento esse número totalizou 30 e, atualmente, os cariocas colhem novos frutos desses benefícios que seguem em expansão. Para iniciar as celebrações, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, inaugurou nesta quarta-feira (05/08) a exposição “O Amanhã Olímpico: Legado e Futuro”, no Museu do Amanhã, além de duas esculturas que ficarão expostas no lado externo do local.

— A gente está falando aqui de uma memória, um legado que segue vivo na vida dos cariocas. O legado olímpico não é algo que a gente guarda em uma caixa ou em um arquivo. A gente está falando aqui do BRT, do Terminal Gentileza, de quatro ginásios educacionais tecnológicos que foram feitos a partir das Arenas do Futuro. Isso tudo foi fruto de muito planejamento e, acima de tudo, de uma decisão feita pelo Rio de Janeiro e pelo Brasil de fazer do Rio uma cidade preparada para os grandes eventos — disse o prefeito Eduardo Cavaliere.

Desde que foi eleita a sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016 em 2 de outubro de 2009 até a Cerimônia de Abertura em 5 de agosto de 2016, três mandamentos nortearam a cidade: priorizar o legado para os cariocas, economia de recursos públicos e instalações sustentáveis, sem elefantes brancos. Todos os objetivos foram alcançados e promoveram o desenvolvimento da cidade.

Do investimento feito pela Prefeitura para organizar os Jogos, 70% foram oriundos de recursos privados e 63% do total destinado aos Jogos pelo poder público foi aplicado em projetos de legado. O uso racional do dinheiro público trouxe um impacto direto na economia e na infraestrutura da cidade.

Em 2024, um Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV)revelou que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016 geraram um impacto na cidade de R$ 99 bilhões sobre o Valor Bruto da Produção (VBP). Foram R$ 51,2 bilhões sobre o PIB, R$ 5,3 bilhões em arrecadação de impostos e R$ 36,2 bilhões de impacto sobre a renda das famílias.

Foram criados mais de 465,4 mil empregos na cidade e outros 167,8 mil no restante do Estado. Um total de R$ 36,16 bilhões em renda foi gerado somente para as famílias cariocas, e R$ 13 bilhões para as demais famílias do Estado.

Além da economicidade de recursos, a revolução estrutural promovida pelos Jogos causou um impacto positivo no dia a dia dos cariocas: revitalização da Zona Portuária, corredores de BRTs, VLT, Terminal Gentileza, Centro de Operações e Resiliência (COR), Ginásios Educacionais Olímpicos (GEOs), Duplicação do Elevado do Joá, ampliação da rede hoteleira, Parque Olímpico da Barra e Complexo Esportivo de Deodoro são alguns dos exemplos de legados diretos promovidos pelo evento.

A Zona Portuária, com a requalificação de cinco milhões de metros quadrados, se transformou em um símbolo da revolução promovida pelos Jogos na cidade ao devolver aos cariocas uma área que ao longo dos anos foi abandonada e marginalizada em plena região central. A derrubada da Perimetral permitiu a implantação do VLT, Orla Conde, Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio, além da recuperação e restauração de patrimônios históricos, como o Cais Valongo.

A criação de um anel viário que integrou todos os modais de transporte da cidade, com a implantação dos corredores de BRT e VLT, fez com que a parcela da população usuária de transporte público de média capacidade saltasse de 18% antes dos Jogos para 65%. Desde sua criação, somente o BRT já transportou 1,4 bilhão de passageiros e, atualmente, 615 mil passageiros utilizam o modal.

— Essa conquista não foi só da cidade do Rio de Janeiro, essa conquista foi do Brasil. Nós conseguimos mostrar que uma cidade de um país em desenvolvimento foi capaz de ser a sede de todas as modalidades, com uma arquitetura  nômade e a eficiência de recursos públicos. E temos um grande desafio pela frente.  Se hoje a gente tá aqui para celebrar os 10 anos desse legado olímpico, a gente também está aqui para renovar o nosso compromisso de seguir defendendo o esporte brasileiro — reforçou Eduardo Cavaliere.

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