10 de julho de 2026
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PP e União Brasil não devem apoiar Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais

Dirigentes da federação formada pelos dois partidos indicam que a decisão deve ser tomada por causa de atritos com o senador e da pressão de lideranças estaduais por neutralidade na disputa pelo Planalto.

A federação formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (União Progressista) não deve apoiar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. 

Sem uma aliança nacional, a tendência é que os diretórios estaduais das legendas tenham liberdade para apoiar o candidato que considerarem mais conveniente em cada estado. 

A decisão foi influenciada por desgastes na relação entre Flávio e dirigentes da federação nos últimos meses, além da pressão de lideranças estaduais pela neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto. 

A federação partidária reúne duas ou mais siglas, que passam a atuar nacionalmente de forma conjunta durante, no mínimo, quatro anos. 

O Progressistas (PP) já demonstrava insatisfação com a postura de Flávio desde que o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira, foi alvo da Polícia Federal na investigação envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, em maio deste ano. Nogueira esperava uma manifestação pública de Flávio Bolsonaro em sua defesa, o que não ocorreu. 

Antes do desgaste entre as duas legendas, a hipótese de Ciro Nogueira compor como vice em uma chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro chegou a ser considerada. 

Disputa ao Senado

O Progressistas em São Paulo vai apoiar Flávio. Integrantes do PP avaliam que o apoio ao bolsonarista é importante para fortalecer a pré-candidatura do secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), ao Senado. 

Na avaliação de dirigentes da legenda, enquanto o pré-candidato do PL ao Senado em São Paulo, André do Prado, conta com o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), caberia a Flávio concentrar esforços para impulsionar a candidatura de Derrite. 

Em 2026, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado — o equivalente a dois terços da Casa. Cada um dos 26 estados e o Distrito Federal elegerá dois senadores para mandatos de oito anos. 

Pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira (6) mostra Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (PSB) tecnicamente empatadas na disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo, com 18% e 16% das intenções de voto, respectivamente. Marina também aparece em empate técnico com Ricardo Salles (Novo), que tem 13%. 

Na sequência aparecem André do Prado (PL), com 11% das intenções de voto, e Guilherme Derrite (PP), com 10%.