26 de junho de 2026
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Casos de VSR em crianças mais que dobram e acendem alerta

Maior hospital pediátrico do país registrou aumento de 125% no número de diagnósticos entre maio e junho e reforça a importância da vacinação e cuidados preventivos

Em junho, o Hospital Pequeno Príncipe – o maior e mais completo hospital exclusivamente pediátrico do país – registrou 151 casos de vírus sincicial respiratório (VSR) até o dia 25, mais que o dobro dos 67 casos identificados durante todo o mês de maio, um aumento de 125%. O dado reforça o alerta para a circulação do vírus neste período do ano. O cenário acompanha a tendência observada nacionalmente pelo sistema InfoGripe, da Fiocruz, que aponta a manutenção dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados principalmente ao VSR e à influenza.

Considerado uma das principais causas de bronquiolite e de hospitalização de bebês e crianças pequenas, o VSR exige atenção especial de pais e responsáveis, especialmente durante os meses mais frios, quando a circulação dos vírus respiratórios tende a aumentar.

Segundo a médica responsável pela Emergência do Hospital Pequeno Príncipe, a pediatra Simone Borges, a vacinação é uma das principais formas de prevenção. Avanços recentes ampliaram as possibilidades de prevenção contra o vírus sincicial respiratório. Atualmente, a proteção pode começar ainda durante a gestação, por meio da vacinação materna, estratégia que contribui para proteger o bebê nos primeiros meses de vida — fase em que o risco de complicações associadas ao VSR é maior.

Além da imunização dos grupos elegíveis, a especialista reforça a importância de manter ambientes ventilados, evitar aglomerações quando possível e redobrar os cuidados com recém-nascidos e crianças pequenas durante os períodos de maior circulação viral. Outras medidas simples também são recomendadas, como a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel e a adoção da etiqueta respiratória, cobrindo boca e nariz ao tossir ou espirrar.

“A vacinação é uma ferramenta fundamental para reduzir o risco de formas graves das doenças respiratórias. Além disso, medidas simples, como lavar as mãos antes de tocar em bebês, utilizar máscara quando houver sintomas respiratórios e evitar a exposição de crianças pequenas a pessoas doentes, ajudam a reduzir a transmissão dos vírus”, orienta.

A especialista destaca que pais e responsáveis também devem estar atentos aos sinais de agravamento dos quadros respiratórios. Dificuldade para respirar, respiração acelerada, afundamento das costelas, recusa alimentar, sonolência excessiva e piora do estado geral da criança são alguns dos sintomas que exigem avaliação médica.

 

Sobre o Pequeno Príncipe

Com sede em Curitiba (PR), o Hospital Pequeno Príncipe é o maior e mais completo hospital pediátrico do Brasil. Há mais de cem anos, a instituição filantrópica e sem fins lucrativos oferece assistência hospitalar humanizada e de alta qualidade a crianças e adolescentes de todo o país. Referência nacional em tratamentos de média e alta complexidade, realiza transplantes de rim, fígado, coração, ossos e medula óssea, além de atuar em 47 especialidades e áreas de assistência em pediatria, com equipes multiprofissionais.

 

Com 369 leitos, sendo 76 de UTI, o hospital promove 76% dos atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, realizou 258 mil atendimentos ambulatoriais, 20 mil procedimentos cirúrgicos e 308 transplantes. Reconhecido como hospital de ensino desde a década de 1970, já formou mais de dois mil especialistas em diferentes áreas da pediatria.

 

Junto com a Faculdades Pequeno Príncipe e com o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, compõe o Complexo Pequeno Príncipe. Essa atuação em assistência, ensino e pesquisa — conforme o conceito Children’s Hospital, adotado por grandes centros pediátricos do mundo — tem transformado milhares de vidas anualmente, garantindo-lhe reconhecimento internacional.

 

Em 2025, o Pequeno Príncipe foi listado como um dos 70 melhores hospitais do mundo que atuam com pediatria (ou que atendem crianças) no ranking elaborado pela revista norte-americana Newsweek, o que o colocou, pelo quinto ano consecutivo, como o melhor hospital exclusivamente pediátrico da América Latina. Também é reconhecido como Hospital de Excelência pelo Ministério da Saúde, por meio de certificação concedida a instituições que cumprem critérios técnicos rigorosos na assistência.

 

Desde 2019, o Pequeno Príncipe é participante do Pacto Global e contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa proposta pela Organização das Nações Unidas.

 

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