22 de junho de 2026
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Colombiana é indiciada por injúria racial após oferecer banana a capoeirista na Rocinha; Polícia Civil pede inclusão na lista da Interpol

A Polícia Civil do Rio indiciou nesta segunda-feira uma turista colombiana pelo crime de injúria racial após oferecer uma banana a um grupo de capoeiristas negros durante uma apresentação cultural na Rocinha, na Zona Sul do Rio. A investigação foi conduzida pela 11ª DP (Rocinha), que também solicitou a inclusão do nome da mulher na lista vermelha da Interpol para localização internacional.

O episódio aconteceu em 26 de maio, no ponto turístico conhecido como “Acorda Capoeira”, onde atletas de um projeto social da comunidade se apresentavam para um grupo de 14 turistas colombianos. Ao término da exibição, um dos capoeiristas iniciou a tradicional prática de “passar o chapéu”, pedindo contribuições voluntárias dos espectadores para ajudar a financiar as atividades do projeto. Segundo a Polícia Civil, foi nesse momento que uma das visitantes retirou uma banana da bolsa e a colocou na direção dos integrantes da roda.

Ao ser questionada sobre a atitude, ela teria afirmado que aquele gesto era comum na Colômbia. A ação foi interpretada como racista pelos presentes e deu origem à investigação.

Para os investigadores, a saída rápida do país teve como objetivo evitar uma possível responsabilização criminal pelos fatos ocorridos na comunidade.

O caso foi comunicado à 11ª DP dois dias depois, em 28 de maio. A partir daí, a delegacia iniciou diligências e um trabalho de inteligência para identificar a autora da ação. De acordo com a investigação, os agentes conseguiram qualificá-la e descobriram que ela havia deixado o Brasil em 27 de maio, apenas um dia após o episódio, retornando para a Colômbia.

As apurações continuaram nas semanas seguintes, com a coleta de novos elementos e materiais considerados fundamentais para o esclarecimento do caso. Com a conclusão das diligências, a mulher foi formalmente indiciada pelo crime de injúria racial.

Além do indiciamento, a Polícia Civil encaminhou pedido para que o nome da suspeita seja inserido na lista vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para alertar autoridades policiais de diversos países sobre pessoas procuradas pela Justiça ou investigadas por crimes.

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