Câmara Rio: Vestígios de um Palácio: 50 anos sem o Monroe
O ano de 2026 marca os 50 anos da demolição de um palácio que guardou parte dos primeiros anos do Brasil como República. Um edifício que está na lembrança de quem viveu aquela época e no imaginário de quem não teve a possibilidade de conhecê-lo. O Palácio Monroe abrigou a última sessão do Senado Federal no Rio de Janeiro, em abril de 1960, ainda antes da mudança da Capital Federal para Brasília.
Mas, entre 1904 e 1976 – quando acabou destruído, ele serviu como sede de muitos outros órgãos, departamentos nacionais e eventos do país, como a Câmara dos Deputados, o Tribunal Superior Eleitoral e o Estado-Maior das Forças Armadas. Importância que acabou pulverizada com a derrubada do edifício.
A Reportagem Especial desta semana tenta remontar essa história. Um palácio suntuoso, com 36 colunas, 18 vitrais, peças gigantescas em mármore carrara e em bronze, uma cúpula também em bronze, que fazia parte do conjunto arquitetônico da Cinelândia – ao lado da Biblioteca Nacional, Theatro Municipal e o próprio Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara do Rio – desapareceu da paisagem, mesmo a contragosto da população.
No lugar dele foi erguida uma praça, a atual Mahatma Gandhi. O acervo rico foi sendo espalhado, aleatoriamente, pelo Brasil. Mas como se deu o processo de demolição do Monroe? Por que ele foi destruído? Onde foram parar peças e mobiliários importantes desse patrimônio?
O arquiteto e artista plástico búlgaro-brasileiro, Alex Nicolaeff, que foi diretor do Inepac (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural) na década de 50; Fernando França, colecionador que há mais de 40 anos guarda com fotos, selos, pratos comemorativos e cédulas em que o Monroe é retratado; e Carlos Eduardo Drummond, pesquisador e autor de “A Incrível História do Palácio que Desapareceu durante a Ditadura Militar” são algumas das pessoas que a ajudam nossa equipe a montar um quebra-cabeças para restaurar a imagem de beleza e a relevância do Palácio Monroe.
A programação completa da emissora pode ser acompanhada ao vivo pelo YouTube da Rio TV Câmara ou pelo canal 10.3 da TV aberta. Confira outros destaques da semana:
O Meu Lugar: Vila Valqueire
Ele está no grupo de bairros da cidade com nomes curiosos envoltos a muita especulação sobre a origem deles. Vila Valqueire seria uma demonstração de criatividade ou obedece a alguma lógica? É uma das coisas que o espectador vai ficar sabendo ao acompanhar o próximo episódio de O Meu Lugar.
O bairro, que compõem a Zona Sudoeste, foi visitado por nossas equipes – que circulam pela cidade em busca de histórias, fatos pitorescos, personagens e personalidades dos lugares que formam o Rio de Janeiro.
A Vila Valqueire foi o cantinho que Selminha Sorriso, a lendária porta-bandeira, um dos símbolos no Carnaval brasileiro, escolheu para morar. Foi lá que nasceu a atleta olímpica de handebol, Tamires Morena, que ganhou o mundo e se tornou a única jogadora brasileira da modalidade a receber o Diploma Mundial de Fair Play na categoria “Pierre de Coubertin – Ato de Fair Play”, por uma atitude heroica durante as Olimpíadas de Paris de 2024. Você vai saber o que, exatamente, ela fez. E o programa tem muito mais!
Vamos mostrar um projeto que une arte com solidariedade. E curiosidades: você sabia que no bairro existe um clube de futebol que já teve Ronaldo Fenômeno como jogador? Não perca O Meu Lugar Vila Valqueire, que vai ao ar a partir das 20h desta segunda-feira (22/06).
Câmara Rio Debate mostra as principais discussões de seminário que discutiu o futuro do Porto Maravilha
O Câmara Rio Debate relembra como foi o terceiro encontro do Seminário Rio em Tempo Real, realizado no Salão Nobre do Palácio Pedro Ernesto, sede do Legislativo Municipal. Em discussão: a Zona Portuária do Rio. Um dos principais símbolos das transformações pelas quais a cidade passou nos últimos anos, a área é a marca do legado deixado pela realização dos Jogos Olímpicos de 2016 e reflete uma mudança urbana, econômica e cultural.
Mas como isso foi construído, o que alcançou e quais os desafios que estão lançados para a região, nos próximos anos, para que continue auxiliando no desenvolvimento do Rio? Vereadores, representantes da prefeitura e do setor privado foram convidados para refletir sobre e responder a essas perguntas. No primeiro painel, a vereadora Rosa Fernandes (PSD), o vereador Flavio Valle (PSD), a diretora de Novos Negócios da Acla Desenvolvimento, Ana Carmen Alvarenga e Marcel Balassiano, subsecretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação debateram o “Porto Maravilha: 16 anos de impactos urbanos, sociais e econômicos”.
A segunda discussão, reuniu Carlos Roberto Osório, presidente do Conselho Empresarial da Renovação do Centro do Rio; o assessor-chefe especial de Relações Institucionais e Captação da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), Rilden Albuquerque e os vereadores Rafael Satiê (PL) e Tainá de Paula (PT). O tema foi “O futuro do Porto: caminhos para o próximo ciclo”. “Hoje, com a derrubada da Perimetral, nós ficamos deslumbrados com a paisagem. Para melhorar o Rio, o poder público precisa ter ousadia e coragem para transformar a cidade”, defendeu a vereadora Rosa Fernandes.
Câmara Rio Entrevista recebe Thallita Flor, fundadora do Movimento Afrovegano
Uma mulher múltipla: a convidada da semana do Câmara Rio Entrevista é atriz, chef de cozinha e empresária. O nome Thallita Floripes Xavier Torres pode não dizer tanto a muitas pessoas. Mas com certeza Thallita Flor, sim. Especialmente para a legião de seguidores que a acompanha num perfil chamado “Mais um dia no Barraco” que faz sucesso numa rede social. Ali, com muito humor, ela mostra – na prática – que comida vegana não é exclusividade de quem tem muito dinheiro.
Cria do Subúrbio do Rio, Thallita passou a vida entre Campinho, Madureira e Cascadura, na Zona Norte do Rio, e Campo Grande, na Zona Oeste. Ela é fundadora do Movimento Afrovegano e dona de um buffet que é sucesso em eventos com gastronomia 100% vegetal. Além da cozinha, essa carioca é sinônimo de entrega e talento no palco, no ativismo, na luta da mulher preta na sociedade, nos negócios. Fala de culinária acessível, de forma muito divertida e leve.
E com muita versatilidade, a artista – que é palhaça profissional- ainda dá vida à personagem Tita, na Cia Mala de Mão – grupo circense que se dedica a arte de rua e ao riso. Ela também aborda temas como racismo, cotidiano na favela e feminismo. São tantas frentes e influência, que servem para mostrar e provar com sabor, empoderamento e graça que lugar de mulher é onde ela quiser.
Rolé da Copa
Com 48 seleções, três países-sede e 104 jogos, a Copa de 2026 entrou para a história como a maior já realizada em todos os tempos. Apesar de tantos ineditismos, uma coisa não muda: a forma como o Rio de Janeiro celebra a paixão pelo futebol entre seleções. E não importa se você é brasileiro ou não. Se torce para o único pentacampeão mundial ou se tem outro país como dono do coração. As festas e encontros se multiplicam na cidade. Em endereços diversos e até no meio da rua.
E se tem movimento, principalmente na rua, é pra lá que a equipe do Rolezinho Carioca vai, para mostrar com olhar atento tudo o que ajuda a formar a alma de quem vive na cidade ou está nela a passeio.
Circulamos pelo point que, desde 1978, se tornou graficamente a materialização do gosto pelo futebol e pelas copas, a Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, um dos principais e mais decorados endereços do país, nas cores verde e amarelo. Também acompanhamos representantes da grande colônia portuguesa, reunidos no Cadeg para assistir uma partida da seleção de Cristiano Ronaldo. E um grupo que pela primeira vez pode sentir o gosto de ver a terra de seus pais e antepassados participar da competição. Eles vivem no Rio, mas têm raízes ou ligação afetiva com Cabo Verde, o pequeno país africano que debuta entre os grandes do futebol internacional. Vai ter festa, comidas típicas, decoração, dança e até aula sobre culturas e hábitos de outras nações.
Resumo da Semana
Tudo o que foi discutido, aprovado e transformado em lei ao longo da semana legislativa para melhorar o dia a dia da cidade e a vida dos cariocas é sintetizado neste nosso programa, que é exibido aos sábados, a partir das 16h20. Ele mostra de uma forma mais simples e objetiva o que tem sido destaque nas nossas sessões ordinárias e extraordinárias e nas interações dos vereadores durante as audiências, reuniões e debates públicos.
Por meio de uma linguagem mais ágil e moderna, o programa ajuda os espectadores a fazerem incursões, em poucos minutos, por tudo que foi notícia dentro do Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara do Rio, e que auxilia no desenvolvimento da cidade. Além da TV aberta, no Canal 10.3, o programa e toda a nossa programação podem ser vistos, simultaneamente, no Youtube, no endereço:@tvcamarario e no site: tv.camara.rio.

