12 de junho de 2026
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Câmara do Rio: Cultura, Infraestrutura e Esportes apresentam diretrizes orçamentárias para 2027

Dando sequência às discussões das metas fiscais e prioridades do Município para 2027, previstos no PL 2074/2026, a Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara do Rio realizou, nesta quarta-feira (10/06), audiências públicas com representantes das secretarias municipais de Cultura, de Infraestruturade e de Esportes, e seus respectivos órgãos.

Primeira a se apresentar, a Secretaria Municipal de Cultura detalhou os programas Rio – Cidade de Cultura e Reviver Centro. Este é voltado à revitalização urbana do centro da cidade, principalmente com a recuperação e reforma de imóveis. No primeiro quadrimestre de 2026, foram liquidados R$ 852,6 mil. Para 2027, a meta é trabalhar na preservação de 80 unidades.

Para o programa Rio – Cidade de Cultura,  o subsecretário da pasta, Douglas Resende, afirmou que uma das principais ações está voltada ao apoio de eventos, que podem chegar a 200 no próximo ano. “Desde o ano passado, a secretaria vem se estruturando para atuar em todas as regiões, uma vez que trabalhar com um único edital não é suficiente para atender a demanda da sociedade civil e dos agentes culturais. O Rio precisa ser um pólo de festivais, por isso nosso esforço para promovê-los em todo território da cidade”, disse. Este ano, 13 propostas foram selecionadas, no valor de R$ 12 milhões, que farão parte da Semana de Arte do Rio.

Na gestão das arenas e areninhas culturais, do Museu do Amanhã, do Museu de Arte do Rio e da rede de espaços culturais, Douglas informou que foram liquidados R$ 18,5 milhões no primeiro quadrimestre de 2026, e adiantou que estão previstas a construção, reforma, ampliação e restauração dos 59 equipamentos culturais.

Durante a sua participação, Leonardo Jasmin Edde, diretor-presidente da Riofilme, afirmou que a empresa contratou 78 projetos de audiovisual em 2026, com a captação de recursos federais na ordem de R$ 100 milhões, e adiantou que os próximos passos incluem o lançamento das fases 2 e 3 do Programa de Fomento ao Audiovisual Carioca 2026. “Em agosto, teremos o Prêmio Grande Otelo de Cinema Brasil e, em outubro, o Festival Internacional de Cinema do Rio, que acontece principalmente na Cinelândia. Temos tentado trazer muita coisa para o centro do Rio para manter o ambiente vivo. É um momento em que a cidade ganha mais vida”, destacou.

O vereador Flávio Valle (PSD), vogal da comissão de Finanças, disse que está feliz com a pujança do número de equipamentos culturais no centro do Rio, mas fez uma observação: “Com o Reviver Cultural, é preciso rever os dias e os horários de funcionamento dos equipamentos do centro para que os moradores e os turistas da Zona Sul possam ir a esses espaços”, alertou. O parlamentar deu como exemplo a revisão dos dias e horários do Real Gabinete Português de Leitura, que funciona de segunda a sexta, das 10 horas às 17 horas.

 

Infraestrutura foca em mobilidade, reestruturação urbana e obras de habitação

A Secretaria Municipal de Infraestrutura apresentou as ações dos seus cinco programas finalísticos, que incluem mobilidade urbana, revitalização e reestruturação urbana, intervenções e habitação. De acordo com o secretário Wanderson José dos Santos, todo o orçamento da pasta é definido, basicamente, com base nesses programas.

Quanto à Mobilidade Urbana, o gestor destacou as obras de recuperação que foram iniciadas no primeiro quadrimestre de 2026, com previsão para conclusão no final do ano. Entre elas estão a recuperação do Mirante Santa Marta, da passarela da Avenida Ayrton Senna e de oito juntas do Elevado do Gasômetro. Santos destacou ainda as obras do BRT Bairro Imperial-Santa Cruz e do Terminal BRT Pedro Fernandes, no bairro do Irajá, que estão em andamento.

No programa de Redução de Emissões, os destaques ficaram por conta da conclusão do Parque Cesário de Mello, com 96,4% de obras executadas, e a previsão de execução de 70% do Parque Terra Prometida e de 11% do Parque Realengo, ainda em 2026.

Já no programa Habita Rio, a urbanização das favelas da Maré e da Rocinha está na lista das principais ações da Secretaria Municipal de Infraestrutura. “Nos próximos meses vamos trabalhar nos planos para definir as prioridades e as fases de investimentos na região da Rocinha”, adiantou Santos. Para 2027, a secretaria prevê a recuperação dos conjuntos habitacionais Vivendas do Ipê Amarelo e Vivendas do Ipê Branco, em Realengo, e dos condomínios Residencial Viseu, Residencial Braga e Residencial Porto, em Santa Cruz.

Wanderson esclareceu que o programa de Intervenções de Revitalização e Reestruturação Urbana inclui também a Rua da Cerveja, que deverá ter 7.521 m2 de obras executadas em 2026. “Esse é mais um importante projeto para a revitalização da região central, que deverá ser concluído agora, no segundo semestre”.

 

Macrodrenagem e manejo de águas pluviais

No que tange ao planejamento voltado para a resiliência e gestão de riscos climáticos, o presidente da Rio-Águas, João Luiz Telles de Oliveira, esclareceu que a fundação estabeleceu como meta em 2026 a implantação de 15.756 metros de macrodrenagem, do qual já foi realizado 1.086 metros; e a expansão da capacidade de reservação em 9.000m³ até o fim do ano. Em relação ao manejo de bacias hidrográficas, a meta para 2027 é de 355.400 m³ de material desassoreado.

Oliveira destacou que no primeiro quadrimestre, foram liquidados R$ 11,2 milhões para a manutenção dos sistemas de manejo das águas pluviais. Além disso, o programa de qualidade de águas urbanas, que inclui a operação do Piscinão de Ramos e reservatórios da Grande Tijuca, liquidou R$ 102,7 mil no mesmo período. No campo da gestão administrativa e operacional, os valores liquidados somaram R$ 1,06 milhão neste ano.

 

Rio-Urbe: urbanização e revitalização de espaços públicos

Quanto aos projetos de reestruturação urbana e habitação, o presidente da Rio-Urbe, Cristiano Conceição de Siqueira, informou que a principal meta para 2027 é a conclusão da implantação ou requalificação do Parque Terra Prometida, em Santa Cruz.

No âmbito do programa Habita Rio, a meta para 2027 prevê a realização de estudos e projetos para urbanização de favelas, especificamente no Complexo da Maré, vinculado ao programa Periferia Viva. Sobre os valores liquidados em 2026, Siqueira reportou que a gestão administrativa e operacional da empresa consumiu R$ 8,3 milhões no primeiro quadrimestre. Já as operações especiais, que envolvem despesas judiciais, totalizaram R$ 13,8 mil no mesmo período.

 

Geo-Rio: prevenção e monitoramento geotécnico

O presidente da Geo-Rio, Anderson de Andrade Marins, apresentou as metas de geotecnia e resiliência, destacando a proteção de populações em áreas de risco. Marins reforçou que a meta de 35 obras ainda este ano deverá ser cumprida e que, para 2027, a projeção é de execução de 30. A meta é focar em intervenções preventivas e emergenciais para minimizar os danos causados pelas chuvas.

No primeiro quadrimestre de 2026, foram liquidados R$ 12,2 milhões em obras de estabilização geotécnica. O sistema Alerta Rio, pilar da prevenção de desastres, teve R$ 2,2 milhões liquidados para o monitoramento permanente de 140 comunidades com áreas de alto risco, meta que será mantida para 2027. Além das obras, Marins destacou a meta de capacitar 20 servidores da fundação em 2027 para garantir a eficiência na gestão pública. “A manutenção de quatro quilômetros de ciclovias em áreas de encostas também permanece como compromisso para o próximo exercício”, garantiu.

 

Rioluz: iluminação eficiente e ampliada

O presidente da Companhia Municipal de Energia e Iluminação (Rioluz), Rodolpho Garcia Maldonado, chamou a atenção para o sucesso dos programas Caça-Fios, força-tarefa para eliminar fiações que ficam soltas, e Crias da Luz, que capacita e inclui moradores de comunidades na melhoria e manutenção da iluminação pública em seus territórios. O valor investido nessas ações complementares no primeiro quadrimestre foi de R$ 2,6 milhões.  No total, a gestão administrativa e operacional da companhia nos primeiros meses do ano consumiu em torno de R$ 18 milhões.

 

Esporte para todos

Concluindo a audiência, a Secretaria Municipal de Esportes focou o programa Rio, Esporte e Movimento, no qual estão incluídas as vilas olímpicas. No primeiro quadrimestre de 2026, foram atendidas 42 mil pessoas. Para 2027, está prevista a instalação de quatro vilas nas áreas de Rio das Pedras, Sepetiba, Parque Oeste e Cidade de Deus, para atender cerca de 64 mil pessoas.

No Projeto Rio em Forma, que promove o acesso gratuito à prática de atividades físicas em diversas regiões da cidade, a meta para 2026 é de 81 mil atendimentos, com R$ 43,3 milhões já liquidados no primeiro quadrimestre deste ano. Em 2027, deverão ser atendidas 82 mil pessoas.

Com o objetivo de apoiar atletas com potencial de desempenho em competições de alto nível, o Programa Bolsa Atleta deverá patrocinar 62 atletas em 2027.  Já a recuperação e adequação do Museu Olímpico estão previstas para os anos de 2026 e 2027. Atualmente, o equipamento encontra-se em processo de recuperação estrutural, uma vez que a lona pegou fogo em abril. A audiência contou com a presença dos vereadores Rosa Fernandes (PSD) e Welington Dias (PDT), respectivamente presidente e vice-presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira.

 

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