CREA-RJ faz ação de fiscalização na Trens RJ
Três dias após iniciar as operações de gestão do sistema ferroviário do Rio de Janeiro, a direção da Trens RJ recebeu nesta terça-feira, dia 2 de junho, a visita de superintendentes e agentes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), que começaram a fiscalizar o exercício da profissão de engenheiro na empresa que já está operando a malha ferroviária de 270 quilômetros, cinco ramais e 104 estações de trens urbanos.
Um dos participantes da reunião, o vice-presidente de manutenção e operações da Trens RJ, o engenheiro eletricista Adagir Abreu, considerou muito importante o diálogo com o CREA-RJ.
“Fizemos uma boa reunião com o CREA, que foi importantíssima para nós da Trens RJ. Primeiro, porque nós estamos começando uma empresa nova e a ideia nossa é estarmos legalizados em todos os processos. Nesse ponto, o CREA é importantíssimo. Nós temos grande atividade de engenharia, específica e temos uma grande quantidade de engenheiros na nossa empresa. Então, é fundamental estarmos registrados e alinhados às normas do CREA”, afirmou o engenheiro Adagir Abreu, destacando a importância desse novo canal de comunicação com o Conselho.
“Ficamos muito felizes com a reunião. Isso vai ser muito importante para o futuro da nossa empresa. Estamos trabalhando de forma positiva com o CREA, com o objetivo de melhorar a qualidade do transporte ferroviário do nosso estado”, disse Adagir.
O vice-presidente de manutenção e operações da Trens RJ estava acompanhado dos seguintes funcionários da empresa: Oswaldo Dreux, gerente executivo regulatório; Camilla Paulino, coordenadora; Uascar Carvalho, diretor de operações; Alexandre Custódio, diretor de sistemas; e Artur Costa, diretor de manutenção. Da parte do CREA-RJ, estavam lá os seguintes funcionários: os superintendentes administrativo e técnico, respectivamente Édipo e Leonardo Dutra; o gerente de fiscalização, Cosme Chianara; a coordenadora da fiscalização interna, Ana Tavares; e Danielle Assumpção, supervisora de Coordenação Regional da Capital.
O superintendente administrativo do CREA-RJ, Édipo Senna Ázaro, que é engenheiro de transportes, destacou a importância do diálogo com a Trens RJ como forma de defender o setor das engenharias no Estado do Rio de Janeiro.
“Quando a gente fala da Trens RJ, que assumiu a operação ferroviária no Rio de Janeiro, a gente não fala somente de uma empresa que é emblemática, de um serviço que é emblemático pro estado, por ser o indutor do desenvolvimento durante décadas, mas a gente fala de um símbolo, uma empresa que tem por sua essência a engenharia. E é nosso papel do CREA garantir que essa empresa realize suas operações de forma adequada com as nossas normativas, que o serviço seja prestado da melhor forma para os engenheiros e toda a sociedade”, afirmou Édipo.
Especializado em transportes, Édipo Ázaro destacou a importância de a comunicação fluir entre o CREA-RJ e a Trens RJ.
“O nosso objetivo, ao nos aproximar da empresa, é ajudar nesse processo complexo de uma operação que tem quase 3 mil funcionários e apoiar essa transição, em nome da boa engenharia, essencial para o desenvolvimento do nosso estado”, disse Édipo.
O superintendente técnico do CREA-RJ, o engenheiro civil Leonardo Dutra, ressaltou que a ação da fiscalização iniciada na Trens RJ é muito importante para a valorização dos profissionais do Sistema Confea/Crea e das empresas de engenharia.
“Conversamos com os responsáveis técnicos da Trens RJ e brevemente a empresa terá o nosso selo de conformidade, que permite um canal aberto com o CREA-RJ, para ajudar a empresa em todos os processos de regularização. Acreditamos ser muito importante esse diálogo, no qual o CREA-RJ está sempre lutando pelo espaço dos profissionais”, disse Dutra.
A virada de chave no sistema ferroviário do Rio de Janeiro é histórica. Após quase 30 anos sob a gestão da SuperVia, o novo consórcio Nova Via Mobilidade com a marca Trens RJ, e apresenta um logotipo de alto impacto. Os principais desafios do novo sistema, que é permissionário, são a segurança na malha, onde o roubo constante de cabos e fiação elétrica sabota os intervalos e aumenta o tempo de viagem, além da evasão de receita. Diferentemente da SuperVia, que era uma concessionária, o contrato da Trens RJ prevê durante cinco anos a remuneração por quilômetro rodado e não mais por passageiro transportado.
O vice-presidente de manutenção e operações, Adagir Abreu, tem consciência de que “o desafio é grande”, mas está otimista com o apoio que a empresa tem recebido do governo do estado e todos os esforços feitos para colocar os trens nos trilhos.
“Temos que fazer uma reforma grande nas instalações e nos nossos sistemas, mas acreditamos que está tudo bem encaminhado. A parte de engenharia está bem estruturada, bem organizada e preparada para os desafios que vamos enfrentar”, afirma o engenheiro da Trens RJ.

