12 de maio de 2026
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Inflação de abril é menor do que a de março, com contenção dos preços dos combustíveis

No mês, o INPC-Amplo registrou 0,67%, variação abaixo dos 0,88% do mês anterior. Nos combustíveis, a elevação dos preços foi de 1,80%, abaixo dos 4,47% de março, refletindo esforços do Governo para conter altas

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril foi de 0,67%, 0,21 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,88% registrada em março. No ano, o IPCA acumula alta de 2,60% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 4,39%, acima dos 4,14% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025, a variação havia sido de 0,43%.

Um dos destaques do período foram os combustíveis. Em março, a subida do índice havia sido de 4,47%. Em abril, foi de 1,80%, refletindo esforços do Governo do Brasil na contenção de preços e também as idas-e-vindas da ação dos Estados Unidos em relação ao Iraque, alternando subida e descida da especulação internacional quanto aos combustíves.

 

Período Taxa
Abril de 2026 0,67%
Março de 2026 0,88%
Abril de 2025 0,43%
Acumulado no ano 2,60%
Acumulado nos últimos 12 meses 4,39%

 

A maior variação e impacto foram registrados no grupo Alimentação e bebidas (1,34% e 0,29 pp), seguido por Saúde e cuidados pessoais (1,16% e 0,16 pp). Juntos os dois grupos representaram, aproximadamente, 67% do resultado do mês. Os demais grupos apresentaram variações abaixo de 1,00%, ficando entre 0,06% observado em Transportes e em Educação, e 0,65% de Artigos de residência.

 

Variação do IPCA por grupo de produtos e serviços

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Março Abril Março Abril
Índice Geral 0,88 0,67 0,88 0,67
Alimentação e bebidas 1,56 1,34 0,33 0,29
Habitação 0,22 0,63 0,03 0,10
Artigos de residência 0,51 0,65 0,02 0,02
Vestuário 0,46 0,52 0,02 0,02
Transportes 1,64 0,06 0,34 0,01
Saúde e cuidados pessoais 0,42 1,16 0,06 0,16
Despesas pessoais 0,65 0,35 0,07 0,04
Educação 0,02 0,06 0,00 0,00
Comunicação 0,19 0,57 0,01 0,03
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

 

O grupo Alimentação e bebidas variou 1,34% em abril, acumulando alta de 3,44% no 1º quadrimestre de 2026. A alimentação no domicílio registrou variação de 1,64%, com influência das altas da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%). No lado das quedas destacaram-se o café moído (-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%). A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,59%, com o lanche saindo de 0,89% em março para 0,71% em abril e a refeição, de 0,49% para 0,54%, no mesmo período.

Em Saúde e cuidados pessoais (1,16%) sobressaem os produtos farmacêuticos (1,77%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e os artigos de higiene pessoal (1,57%), com destaque para o perfume (1,94%).

No grupo Habitação, a variação de 0,63% em abril teve influência do gás de botijão, com alta de 3,74%, e da energia elétrica residencial (0,72%), que incorpora os seguintes reajustes: 6,92% e 14,66% nas concessionárias no Rio de Janeiro (4,83%), ambos com vigência a partir de 15 de março; 12,36%, em Campo Grande (2,27%), a partir de 24 de abril; 4,78%, em Salvador (2,23%), desde de 22 de abril; 3,86% em Recife (1,05%), vigente desde de 29 de abril; 5,91% em Aracaju (0,89%), e 5,59% em Fortaleza (0,44%), ambos a partir de 22 de abril. Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto (0,22%) reflete o reajuste de 4,80% nas tarifas em Goiânia (4,80%), a partir de 1º de abril.

O grupo Transportes desacelerou, na passagem de março (1,64%) para abril (0,06%), em razão, especialmente, da queda de 14,45% no subitem passagem aérea. Combinado a ele, o ônibus urbano variou -1,13% dada a apropriação de gratuidades ou reduções de tarifa aos domingos em São Paulo (1,10%) e Salvador (0,55%) e, também, nos feriados, em Fortaleza (-0,57%), Vitória(-0,60%), Curitiba (-3,05%), Brasília (-6,58%), Belém (-6,60%) e Belo Horizonte (-6,72%). A redução de 0,38% no metrô foi devido à incorporação das gratuidades nas tarifas aos domingos e feriados em Brasília (-6,58%).

No lado das altas no grupo Transportes, destacam-se os combustíveis com 1,80% de variação. A gasolina desacelerou de março (4,59%) para abril (1,86%), ainda se posicionando como o principal impacto individual no índice do mês (0,10 p.p.). Também se destacam as altas no óleo diesel, 4,46%, e no etanol (0,62%). O gás veicular recuou 1,24%. No ônibus intermunicipal (0,55%) está contemplado o reajuste de 8,18% nas tarifas em Porto Alegre (3,52%), desde 8 de abril, e o subitem táxi (0,26%) reflete o reajuste de 7,72% em Recife (5,81%), vigente desde 12 de fevereiro, não captado anteriormente.

No que concerne aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Goiânia (1,12%), influenciada pela alta da gasolina (5,77%) e da taxa de água e esgoto (4,80%). A menor variação ocorreu em Brasília (0,16%), por conta do recuo da passagem aérea (-10,88%) e da gasolina (-1,03%).

 

Variação do IPCA por região

Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação
Acumulada (%)
Março Abril Ano 12 meses
Goiânia 4,17 0,40 1,12 2,46 5,01
São Luís 1,62 1,39 1,09 3,03 3,93
Belém 3,94 1,31 1,08 3,21 4,41
Campo Grande 1,57 0,93 1,02 2,63 3,08
Aracaju 1,03 0,92 0,84 2,88 4,31
Recife 3,92 1,10 0,82 2,97 5,21
Fortaleza 3,23 0,81 0,81 3,10 5,10
Rio de Janeiro 9,43 0,78 0,73 2,57 3,85
Porto Alegre 8,61 0,96 0,67 2,22 4,00
Curitiba 8,09 0,70 0,66 2,11 3,33
Salvador 5,99 1,47 0,64 3,04 4,51
Belo Horizonte 9,69 0,93 0,61 2,77 4,08
Rio Branco 0,51 0,37 0,56 1,82 3,56
Vitória 1,86 0,72 0,56 2,48 4,71
São Paulo 32,28 0,78 0,55 2,61 4,80
Brasília 4,06 0,85 0,16 1,88 4,32
Brasil 100,00 0,88 0,67 2,60 4,39
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 01 de abril de 2026 a 30 de abril de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 04 de março de 2026 a 31 de março de 2026 (base).

 

INPC fica em 0,81% em abril

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC teve alta de 0,81% em abril, 0,10 p.p. abaixo do resultado observado em março (0,91%). No ano, o INPC acumula alta de 2,70% e, na ótica dos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,11%, acima dos 3,77% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025, a taxa foi de 0,48%.

Os produtos alimentícios desaceleraram de março (1,65%) para abril (1,37%). A variação dos não alimentícios passou de 0,67% em março para 0,63% em abril.

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em São Luis (1,16%), influenciada pela alta do gás de botijão (7,03%) e dos artigos de higiene pessoal (2,23%). A menor variação ocorreu em Brasília (0,09%), por conta do recuo da passagem aérea (-10,88%) e do ônibus urbano (-6,58%).

Variação do INPC por região

Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação
Acumulada (%)
Março Abril Ano 12 meses
São Luís 3,47 1,26 1,16 3,00 3,81
Campo Grande 1,73 1,01 1,15 2,69 2,88
Goiânia 4,43 0,53 1,14 2,49 4,82
Belém 6,95 1,18 1,06 3,06 4,26
Aracaju 1,29 0,80 1,01 2,70 4,09
Recife 5,60 1,01 0,97 2,96 5,01
Rio de Janeiro 9,38 0,83 0,92 2,68 3,47
Fortaleza 5,16 0,80 0,80 3,24 5,04
Porto Alegre 7,15 1,03 0,77 2,33 3,73
Salvador 7,92 1,52 0,77 3,19 4,19
Belo Horizonte 10,35 0,94 0,76 2,94 3,83
Vitória 1,91 0,74 0,74 2,54 4,72
Rio Branco 0,72 0,33 0,71 1,89 3,23
São Paulo 24,60 0,72 0,69 2,62 4,55
Curitiba 7,37 0,67 0,66 1,91 2,60
Brasília 1,97 1,04 0,09 1,62 4,04
Brasil 100,00 0,91 0,81 2,70 4,11
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 01 de abril de 2026 a 30 de abril de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 04 de março de 2026 a 31 de março de 2026 (base)

 

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