20 de abril de 2026
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Casa de festas é invadida por grupo de 40 homens armados para resgatar balão

Uma casa de festas em Marechal Hermes, na Zona Norte, foi invadida por cerca de 40 homens que estavam atrás de um balão, na manhã deste domingo (19). O caso aconteceu na Rua Oliveira Junqueira e foi gravado pelo dono do espaço e moradores da região.

Ao DIA, Wander Dutra, responsável pelo estabelecimento, contou que foi acordado pelo barulho por volta das 7h20. Ele, que mora ao lado do salão de festas, disse que quando foi até à janela, se deparou com o balão, de cerca de 10 metros de altura, caindo no espaço e os homens invadindo o local.

“Foi algo terrível, desesperador, porque o que passava na minha cabeça o tempo todo era se de alguma forma eles imaginassem que por dentro da minha residência eles pudessem chegar lá no terceiro andar, que é o que eles estavam fazendo, subindo nos telhados”, relatou.

De acordo com Wander, alguns homens pularam o muro para acessar o local. Depois, o portão do local foi arrombado. Foi neste momento que o grupo entrou no salão de festas. Em seguida, o empresário contou que foi até a parte externa e chegou a conseguir segurar um dos homens, mas foi orientado por vizinhos a soltá-lo, já que o grupo estaria armado.

“Quando eu segurei para tentar responsabilizá-lo, um amigo meu, vizinho, falou: ‘Solta, porque eles estão armados, inclusive tem um fuzil dentro do carro’. Eu não vi o armamento, mas cinco vizinhos falaram a mesma coisa, então eu acredito que sim, eles poderiam estar armados. Do lado de fora tinha mais uns 60 homens. Pode-se somar uns 100 homens no total.”, disse.

Com medo, Wander retornou para dentro de casa para proteger a mulher e o filho, de 8 anos, caso alguém entrasse na residência. “A sensação foi de pânico, foi de realmente se guardar. Tranquei a porta, peguei uma faca e fiquei dentro de casa achando que eles iriam entrar a qualquer momento. A feição de cada um deles era como se fosse de dependentes químicos, o rosto de vandalismo, de raiva, de ira”, contou.

Segundo o empresário, toda a ação durou cerca de 20 minutos. “A parte da retirada do balão foi muito rápida.Quando eles subiram no telhado, pegaram a bandeira, que era gigante, e guiaram o balão para dentro do salão, para pegar ele íntegro. Muito rápido, eles dobraram o balão e colocaram dentro de um carro”, narrou.

Wander contou que ficou com um prejuízo de cerca de R$ 8 mil. De acordo com ele, os maiores danos ficaram nos telhados, que foram quebrados com o peso dos homens.

Ainda de acordo com o empresário, uma parte do balão chegou a pegar fogo e derreter parte do telhado, que felizmente era anti-chamas. “Teve uma bucha, em torno de 50 centímetros, que caiu em cima de um dos telhados de polipropileno que eu tenho. Como é plástico, derrete, mas graças a Deus é anti-chama. Ele derreteu, caiu no chão e eu esperei eles saírem para apagar”, disse.

Após a invasão, Wander registrou a ocorrência na delegacia. A Polícia Civil informou que a 30ª DP (Marechal Hermes) investiga o caso. Agentes analisam imagens das câmeras de segurança e fazem investigações para identificar os envolvidos.
Indignado com o que aconteceu, o empresário resolveu compartilhar o caso e vídeos nas redes sociais. Após o caso viralizar, Wagner afirmou estar recebendo ameaças de números anônimos.

“Eu cheguei a pegar os prints do rosto de cada um, inclusive alguns que tinham passagens pela polícia. Já estou sofrendo ameaças. Ligam de um número restrito e começam a falar com a voz bicho. Uma voz grossa, dizendo para apagar o vídeo, senão vai me pegar, vai entrar de novo, essas coisas assim”, relatou.

Segundo Wander, esta é a primeira vez que uma invasão desse tipo acontece. “O salão de festas funciona há 28 anos e a gente nunca teve um episódio desses, foi a primeira vez. Agora é tentar fazer o máximo de denúncia possível para guardar nossas vidas, caso venha a acontecer alguma coisa. Eu tenho um filho pequeno de 8 anos e minha mulher está desesperada. Acredito que quando se expõe, além de ajudar outras pessoas, é uma forma de dar um basta dessas situações, porque se ninguém botar a cara, isso não acaba nunca”, afirmou.

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