Governo do Estado inova com navegação oncológica e transforma jornada de pacientes em tratamento de câncer na Baixada Fluminense
Ao todo, 700 pessoas já estão sendo acompanhadas de perto no Onco Baixada, que completou dois meses de funcionamento
O Instituto Estadual de Oncologia da Baixada Fluminense, Onco Baixada, completou dois meses de funcionamento com um programa inovador contra o câncer: a navegação oncológica, que garante um tratamento mais personalizado e humanizado a quem enfrenta a doença. São 700 pacientes que chegaram à unidade pelo Sistema Estadual de Regulação (SER) para a primeira consulta oncológica e já estão sendo acompanhados de perto em cada passo do tratamento.
Desde o início do funcionamento, em 19 de fevereiro deste ano, os pacientes regulados para o Onco Baixada já passaram por 2.500 consultas. A unidade já realizou 63 cirurgias e 109 internações e fez 80 quimioterapias. Inicialmente, o Onco Baixada tem recebido pacientes pelo SER para a primeira consulta em câncer de mama, pele, próstata e urologia em geral, coloproctologia e tireoide. Mas é o cuidado humanizado que tem feito a diferença.
– Me sinto muito acolhido aqui. Desde o início até agora, na quimioterapia, fui acompanhado pela navegadora e por toda a equipe. Isso facilita muito, porque o hospital é grande e eles orientam tudo. Consultas, exames, até pelo WhatsApp. Fica muito mais fácil e dá mais confiança – relatou o aposentado Gilson Wanderley de Souza, de 69 anos, morador de Nilópolis.
A secretária de Saúde, Claudia Mello, explica que implantar a navegação de pacientes já na abertura do hospital foi uma escolha estratégica para garantir mais eficiência na assistência.
-O objetivo é garantir organização do fluxo, reduzir o tempo entre diagnóstico e início do tratamento e oferecer um cuidado mais humanizado. Ser o primeiro hospital estadual com navegação de pacientes mostra o nosso compromisso com um cuidado mais humano, eficiente e centrado nas pessoas – afirmou a secretária.
Os resultados já podem ser percebidos mesmo no curto tempo de funcionamento, segundo Rodrigo Ramos, diretor-geral do hospital.
-Já temos uma organização maior do acesso, melhora do tempo de resposta e adesão dos pacientes ao tratamento – destacou.
A observação do diretor é seguida pela da gerente médica da unidade, Wanessa Abner. Ela reforça que o modelo promove um cuidado mais próximo e multidisciplinar.
-O paciente é orientado ao longo de toda a sua jornada, com suporte integral e acompanhamento conjunto com oncologistas e outros especialistas. Mantemos contato constante para dar apoio, esclarecer dúvidas e monitorar efeitos colaterais, trazendo mais segurança e melhorando a adesão ao tratamento – disse.
A enfermeira oncológica Ivy Cristine Bessa explica que a navegação começa ainda na fase de investigação e segue por todo o tratamento.
-Organizamos exames, orientamos o paciente, mantemos contato constante e traduzimos as informações médicas para uma linguagem simples. Isso reduz faltas, acelera diagnósticos e faz com que o paciente se sinta mais seguro e participe ativamente do próprio tratamento – contou.
Uma das pacientes acompanhadas por Ivy é a dona de casa Heloísa Gomes, de 62 anos, moradora de São João de Meriti, que recebeu diagnóstico de câncer de mama e foi direcionada ao Onco Baixada para tratamento.
-Saber que vou sair daqui com tudo encaminhado e com alguém me acompanhando em cada etapa me deixa muito mais tranquila – afirmou a paciente.
RJ foi pioneiro em navegação de pacientes com câncer de mama
No Rio de Janeiro, o Navega RJ foi pioneiro em navegação de pacientes no Brasil. Criado em 2017 pelo Governo do Estado para funcionar no Rio Imagem Centro, foi transferido em 2019 para o Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart. Ano passado, o programa foi ampliado e retornou ao Rio Imagem Centro e está também no Rio Imagem Baixada. Pelo Navega, as mulheres com diagnóstico de câncer de mama são acompanhadas de perto até iniciarem o tratamento.

