Ações na Tijuca impedem despejo irregular de esgoto e reforçam combate à poluição na Zona Norte
Intervenções na região do Rio Trapicheiros incluem obras e fiscalizações que já evitam quase 90 mil litros de poluentes por dia no meio ambiente
Entre a nascente urbana e o encontro com a Baía de Guanabara, cada gota que deixa de carregar esgoto faz diferença. Na Tijuca, tradicional bairro da Zona Norte carioca, iniciativas da Águas do Rio, concessionária do grupo Aegea, vêm transformando o destino do Rio Trapicheiros ao interromper lançamentos irregulares e reposicionar o curso d’água como aliado na recuperação ambiental de uma das áreas mais pressionadas da cidade.
Os resultados já são visíveis em pontos historicamente impactados pela poluição. Na região, a combinação entre obras de ampliação da rede e monitoramento contínuo contra conexões clandestinas evidencia como intervenções pontuais podem gerar efeitos consistentes e duradouros.
Na Avenida Heitor Beltrão, as equipes identificaram a ausência de um trecho da rede de esgotamento, o que fazia com que os dejetos fossem despejados diretamente no Rio Trapicheiros, cujas águas seguem pelo Rio Maracanã e pelo Canal do Mangue até desaguar na Baía de Guanabara. Para corrigir o problema, foram implantados seis metros de tubulação, restabelecendo o fluxo adequado. A medida interrompeu o descarte irregular de cerca de 1,02 litro por segundo, volume superior a 88 mil litros diários.
Ligações irregulares em condomínio
Outra frente relevante é a regularização de conexões dentro de imóveis. Na Rua Dona Delfina, um condomínio lançava o esgoto na rede de drenagem pluvial, prática que leva resíduos sem tratamento a corpos hídricos.
Após a identificação da irregularidade, a ligação foi corrigida com a implantação de cinco metros de rede, ajustando o direcionamento e eliminando o despejo indevido no sistema de drenagem e, por consequência, no Rio Trapicheiros. Situações semelhantes são mais frequentes do que se imagina e geram impactos como degradação da qualidade da água, odores, proliferação de vetores e extravasamentos em vias públicas durante períodos chuvosos.
No entorno da Rua Dona Delfina, foram realizadas outras 11 vistorias, além de sete desobstruções e quatro reparos na rede.
“Quando o esgoto vai parar na rede de chuva, ele chega direto aos rios. Nosso papel é identificar esses casos, corrigir e orientar para evitar que o problema continue”, explica Janine Cunha Costa, gerente de Operações da Águas do Rio.
Desde o início da operação, em novembro de 2021, a Águas do Rio já investiu R$ 5,5 bilhões e beneficiou cerca de 3,5 milhões de pessoas com melhorias nos serviços de água e esgoto em 27 municípios fluminenses.

