10 de abril de 2026
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Justiça dá três dias para CBF pagar R$ 800 mil a ex-diretor que denuncia xenofobia

Gamil Foppel alega perseguição a profissionais baianos após mudança na presidência

A Justiça do Rio de Janeiro determinou um prazo de três dias para que a CBF pague cerca de R$ 800 mil ao advogado Gamil Foppel, ex-diretor jurídico da entidade. De acordo com a “ESPN”, ele acusa a confederação de promover um ambiente de xenofobia contra profissionais baianos após a saída do ex-presidente Ednaldo Rodrigues e a ascensão de Samir Xaud ao comando.

Na ação, Foppel relata que o desligamento de prestadores de serviço oriundos da Bahia tornou-se um padrão preocupante dentro da organização. Segundo o advogado, a maioria dos profissionais com prefixo telefônico 71 foi demitida sem critérios de meritocracia.

“A abusiva rescisão não configura um ato isolado de gestão, mas sim o ápice de um nítido padrão de perseguição”, afirmou ao tribunal.

O ex-diretor destaca ainda o contraste entre sua produtividade e a demissão por motivos geográficos. Durante seus 11 meses no cargo, ele afirma ter viabilizado a recuperação de R$ 1 bilhão em ativos para a CBF, mantendo um índice de vitórias judiciais superior a 90%.

O valor cobrado inclui salários, multa rescisória e honorários. A decisão, publicada nesta última quinta-feira (9) pelo juiz Thomas Melo, prevê penhora caso o depósito não seja realizado no prazo estabelecido.