13 de março de 2026
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Patrulha dos Direitos Humanos de Nova Iguaçu fortalece rede de proteção e atende pessoas em situação de vulnerabilidade

Criada para responder a denúncias de violações de direitos e ampliar a proteção social no município, a Patrulha dos Direitos Humanos de Nova Iguaçu já apresenta resultados importantes. Levantamento do programa mostra que uma em cada duas ocorrências atendidas envolve mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade social, evidenciando a relevância da iniciativa, especialmente no mês dedicado à valorização e à defesa dos direitos das mulheres.

A Patrulha foi criada em setembro de 2024 como uma ação integrada entre as secretarias municipais de Assistência Social e de Ordem Pública. Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, foram 79 atendimentos realizados. Do total de ocorrências, 50% envolveram adultos, 34% pessoas idosas e 16% pessoas com deficiência — públicos considerados prioritários na rede de proteção do município.

O trabalho começa a partir de denúncias registradas pelo Disque 100. Os casos são analisados inicialmente pela Subsecretaria de Direitos Humanos e Conselhos Vinculados, da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), por uma equipe formada por assistentes sociais e psicólogos. Após a avaliação técnica, as ocorrências são encaminhadas aos órgãos responsáveis ou recebem intervenção direta da patrulha, quando há risco iminente ou necessidade de atuação no local.

Segundo o subsecretário de Direitos Humanos, Kleber Gonzaga, o acolhimento das vítimas é o ponto de partida do trabalho.

“A gente faz a escuta ativa daquele cidadão que pode estar sofrendo algum tipo de violação de direito. Atuamos com uma equipe de assistentes sociais e psicólogos e, a partir dessa avaliação, encaminhamos o caso para os órgãos competentes, como a rede de assistência social, Defensoria Pública, Ministério Público ou Polícia Civil”, explica.

Quando a situação exige verificação presencial, equipes da Secretaria de Ordem Pública acompanham a ação. De acordo com o coordenador de integração da pasta, Fausto Jean Viana, os agentes realizam a checagem das denúncias e ajudam a identificar outras necessidades sociais.

“Esses policiais da patrulha vão até o endereço indicado, fazem a triagem da situação e verificam o que está acontecendo com a pessoa assistida. Muitas vezes encontramos situações de vulnerabilidade social ou condições de vida inadequadas que precisam de acompanhamento”, afirma.

Após o atendimento inicial, os casos são encaminhados para a rede municipal de proteção, que inclui serviços como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), além de políticas públicas nas áreas de saúde e assistência jurídica. A patrulha também realiza visitas posteriores para acompanhar a evolução do atendimento e verificar se a situação foi solucionada.

Durante as visitas, as equipes frequentemente identificam problemas que vão além da denúncia inicial. Em um dos atendimentos, por exemplo, uma ocorrência de possível violência contra um idoso revelou também abandono familiar e questões relacionadas ao alcoolismo, o que exigiu a mobilização de diferentes serviços públicos para garantir proteção e acompanhamento.

Além de responder às denúncias, a Patrulha dos Direitos Humanos tem servido como uma importante porta de entrada para políticas públicas no município. Mesmo quando não há confirmação de violência direta, as equipes conseguem identificar demandas sociais e encaminhar as pessoas para atendimento adequado.

Com atuação em todo o município às terças e quintas-feiras, das 7h às 19h, a iniciativa reforça o compromisso de Nova Iguaçu com a defesa dos direitos humanos e o fortalecimento da rede de proteção social, ampliando o acesso da população mais vulnerável a serviços essenciais e garantindo mais dignidade e cuidado para quem mais precisa.

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