17 de março de 2026
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Uso eficiente de produtos químicos gera economia de R$ 42 milhões para a Cedae

Novos métodos de controle de qualidade e tratamento da água permitiram a otimização dos recursos

Os investimentos da Cedae em novos laboratórios, no monitoramento de mananciais e no aprimoramento do controle de qualidade permitiram que a Companhia economizasse R$ 42 milhões em produtos químicos nos últimos dois anos. A redução foi viabilizada pela aplicação de novos métodos científicos, compra de equipamentos e ajustes operacionais, entre outras ações adotadas no tratamento da água desde o início de 2024.

A Cedae diminuiu o uso de insumos químicos, como o sulfato de alumínio, nos sistemas Guandu e Imunana-Laranjal, especialmente na fase de coagulação. Além de seguir os padrões da Portaria nº 888 do Ministério da Saúde, a eficiência do modelo atraiu o interesse de outras empresas de saneamento, como a Sabesp.

– Este resultado é fruto de uma estratégia que une sustentabilidade econômica à excelência técnica. Ao investirmos em eficiência e modernização, conseguimos reduzir custos sem abrir mão da qualidade da água entregue à população – afirma José Ricardo Brito, diretor de Saneamento e Grande Operação da Cedae.

Eficiência e centralização

O projeto de modernização ganhou avanço significativo com a criação da Gerência-Geral de Controle de Qualidade e Tratamento. A nova estrutura permitiu centralizar as atividades das três unidades do Laboratório de Pesquisa e Análise da Água (Libra): Guandu, Laranjal e Tijuca.

No Libra da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, em Nova Iguaçu — que teve sua área física e capacidade técnico-analítica duplicadas em agosto do ano passado —, a unidade tornou-se apta a realizar todas as análises exigidas pela legislação de potabilidade, incluindo os parâmetros mais complexos de rastreabilidade ambiental.

No fim de 2025, a ETA Laranjal, em São Gonçalo, também recebeu uma unidade moderna do Libra, com equipamentos de alta precisão para identificação de substâncias químicas.

Monitoramento em tempo real

Outro avanço estratégico foi a implantação de um monitoramento ambiental contínuo por câmeras hiperespectrais nas captações do Guandu e de Imunana-Laranjal. O sistema realiza leituras automatizadas de 12 parâmetros físico-químicos da água a cada 15 minutos, permitindo o acompanhamento em tempo real da água bruta (antes do tratamento). O projeto inclui sondas flutuantes, drones e uma frota de veículos para operações 24 horas por dia.

Além disso, as unidades Laranjal e Tijuca do Libra encerraram 2025 com a acreditação ISO 17025:2017, concedida pelo Inmetro, certificação que atesta a conformidade dos laboratórios com os mais rigorosos padrões internacionais. Com essa conquista, todo o controle de qualidade da Cedae na Região Metropolitana passa a ser certificado pelo Inmetro, reforçando a segurança e a precisão técnica em toda a rede.

– A estrutura que a Cedae tem hoje permite uma integração perfeita entre as análises laboratoriais de alta complexidade e o monitoramento contínuo feito em campo. Com essa governança técnica, conseguimos garantir a precisão analítica em todas as etapas, assegurando que o tratamento responda com agilidade às condições do ambiente e que nossas operações sigam os mais rigorosos protocolos – destaca Robson Campos, gerente-geral de Controle de Qualidade e Tratamento da Companhia.

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