5 de janeiro de 2026
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Trump diz que EUA vão governar Venezuela interinamente e controlar petróleo do país

Em pronunciamento, Donald Trump disse que petroleiras norte-americanas voltarão a explorar petróleo na Venezuela e disse que vai governar o país até uma transição, mas indicou que María Corina Machado não fará parte do novo governo. E falou em ampliar ‘domínio dos EUA’ no Ocidente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que os EUA vão “administrar” a Venezuela de forma interina, anunciou a entrada de petroleiras norte-americana em solo venezuelano e disse que ampliará “o domínio americano no Hemisfério Ocidental”.

Após meses de especulações e operações marítimas perto da costa da Venezuela, os Estados Unidos atacaram neste sábado diversos pontos de Caracas e capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa. Eles foram levados a Nova York em um navio de guerra norte-americano.

Trump afirmou que os EUA assumirão o governo da Venezuela através de um “grupo” que está sendo designado até que haja uma transição de poder, mas não informou nem como nem quando isso ocorreria. Ele disse apenas que informará em breve os integrantes do grupo.

“Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”, declarou Trump em pronunciamento feito nesta tarde em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, para detalhar a operação de captura de Maduro.
O presidente norte-americano indicou que o grupo será formado por membros do alto escalão de seu governo e indicou que não incluirá a líder oposicionista María Corina Machado. Mais cedo, Machado pediu que a oposição tomasse o poder de forma imediata. Mas Trump afirmou que a oposicionista, vencedora do Nobel da Paz de 2025, “não tem apoio interno nem respeito” para governar.

“É uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito que merece na Venezuela”, declarou Trump, que disse que o secretário de Estado, Marco Rubio, vem dialogando com a vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, que “está disposta a fazer o que for preciso”.

Ele invocou ainda em sua fala a Doutrina Monroe, a política que os EUA estabeleceram há 200 anos para ampliar influência na América Latina e reivindicar a soberania de Washington sobre o Ocidente. E disse que “o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado”.

“Sob nossa nova estratégia de segurança nacional, o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado. Não vai acontecer. (…) Sob a administração Trump, estamos reafirmando o poder americano de uma forma muito poderosa em nossa região”, declarou.
Na nova estratégia de política externa que lançou no início de dezembro, o governo Trump já falava em resgatar a Doutrina Monroe.

‘Vamos fazer o petróleo fluir’

No pronunciamento, Trump também anunciou que petroleiras norte-americanas começarão a atuar na indústria petrolífera da Venezuela, que o presidente dos EUA alegou ter sido “roubada” dos EUA pelo governo venezuelano.

“Vamos fazer o petróleo fluir”.

“Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país”, disse.
“Nós construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós (…). Uma enorme infraestrutura petrolífera foi tomada como se fôssemos crianças”.

Questionado sobre se o Congresso norte-americano havia sido previamente informado sobre a operação — como prevê a Constituição dos EUA —, ele disse que o secretário de Estado informou membros do Congresso após a ação porque, caso contrário, “eles a vazariam. Sempre há vazamentos no Congresso”.

Sobre o destino de Nicolás Maduro, ele disse que o presidente venezuelano “será levado a Nova York em um futuro breve”, mas não detalhou quando. Trump afirmou ainda que a Justiça decidirá onde Maduro ficará preso enquanto aguarda julgamento nos EUA.

Justiça decidirá onde Maduro ficará preso enquanto aguarda julgamento nos EUA.

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