Semana Santa: fiscalização encontra alimentos com larvas e mosquitos na CADEG
Ação da SEDCON e PROCON-RJ descarta produtos impróprios e reforça cuidados na compra de pescados
Na semana que antecede a Semana Santa, período de alta procura por pescados e outros alimentos, a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e o Procon-RJ intensificaram as fiscalizações em pontos de venda no estado.
Nesta quinta-feira (26/03), agentes estiveram no Mercado Municipal do Rio (CADEG), em Benfica, na Zona Norte, onde foram encontrados mais de 14 quilos de alimentos impróprios para consumo, entre mal armazenados e sem especificação quanto a data de manipulação e validade, que foram imediatamente descartados.
Entre as irregularidades, havia azeitonas com presença de larvas e mosquitos, evidenciando graves falhas nas condições de armazenamento e higiene.
Além disso, em oito estabelecimentos foi constatada a ausência de barreiras de proteção nos pescados, permitindo o contato direto dos consumidores com os produtos, prática que aumenta significativamente o risco de contaminação.
As ações fazem parte de uma operação preventiva que já vinha sendo realizada ao longo da semana. Na última segunda-feira (23/03), equipes da SEDCON e do PROCON-RJ estiveram no Mercado de Peixes São Pedro, em Niterói, onde seis estabelecimentos foram notificados pela ausência de proteção adequada nos alimentos, com determinação de ajuste imediato.
O secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, destacou a importância da atuação preventiva neste período.
– Estamos falando de saúde e segurança. Alimento não pode oferecer risco ao consumidor. Intensificamos as fiscalizações justamente para evitar que produtos impróprios cheguem à mesa da população. E o consumidor também precisa fazer a sua parte: observar as condições do local, a conservação dos alimentos e, ao identificar qualquer irregularidade, denunciar – afirma Fonseca.
A intensificação das fiscalizações tem como objetivo garantir a segurança alimentar da população em um dos períodos de maior consumo de pescados no ano, além de coibir práticas que coloquem em risco a saúde dos consumidores.

