São João de Meriti: Funk das Antigas faz o público meritiense vibrar com clássicos dos anos 80 e 90
Intuito da ação é fortalecer e resgatar a essência do funk como identidade cultural na cidade
A Prefeitura de São João de Meriti, através das secretarias municipais de Cultura e Turismo e de Governo, promoveu no domingo (15/03), em Jardim Meriti, a primeira edição do Funk das Antigas, evento gratuito que fez os meritienses dançarem ao som de clássicos que marcaram gerações.
Realizado na Rua Panamense, em frente ao Centro Cultural Meritiense, o evento contou com a parceria entre a Prefeitura e as equipes Cuca Impiedosa e A Coisona, tradicionais no funk carioca, que disponibilizaram a montagem de duas estruturas de palco e som nas extremidades da rua.
O objetivo do baile a céu aberto foi fortalecer a cultura do funk antigo na cidade, resgatando o prazer da diversão. Na entrada, houve a arrecadação de um quilo de alimentos não perecíveis, que serão encaminhados à Secretaria Municipal de Assistência Social para doação às vítimas das fortes chuvas do final de fevereiro.
Famílias, funkeiros raízes e da nova geração, além de ouvintes do ritmo, compareceram ao evento e relembraram o freestyle e o breakdance da década de 1980, além do dance-rap, pop rap, charme e melody, sucessos dos anos 1990. O público também não deixou o passinho de lado ao ouvir hits internacionais, como os de Stevie B, e nacionais, como Rap da Fazenda dos Mineiros, de MC Sargento; Rap da Rocinha, de MC Neném; Eu Só Quero É Ser Feliz, de Cidinho e Doca; e Nosso Sonho, de Claudinho e Buchecha, entre outros.
O secretário municipal de Cultura e Turismo, Marcus Medina, apontou o Funk das Antigas como uma iniciativa cultural e de entretenimento para as famílias meritienses. “Mais um evento para o lazer da população. Com o Funk das Antigas, buscamos proporcionar um ambiente familiar, com cultura, entretenimento e lazer. Há o desejo de que este seja o primeiro de muitos eventos”, destacou o secretário.
Animação na pista de dança
Presença constante e conhecida no universo do funk carioca, Valdecir Cunha, o Negão do Sapê, de 58 anos, enfatizou a importância de realizar eventos como o Funk das Antigas para preservar essa história na comunidade e mencionou uma mudança positiva nos bailes, sem brigas.“É o baile da paz, do amor. Os funkeiros precisam se reunir mais para fazer eventos maravilhosos. Essa cultura não pode acabar, precisamos garantir a continuidade e o sucesso desses encontros”, comentou o morador de Madureira, na Zona Norte do Rio.
Para o técnico em elétrica Ari Jorge Seixas, 53 anos, morador de Éden, o funk não fica defasado. “Para mim é uma coisa maravilhosa, é mais uma cultura que está vindo para São João. Estou com a minha família aqui e está todo mundo se divertindo. O funk está sempre se modernizando e o funk antigo nunca acabou”, disse Ari

