Raízes do Saber promove manhã de troca e acolhimento com idosos em Japeri
Encontro no Núcleo de Educação Vale do Ipê destacou a valorização do saber popular, o convívio social e novas oportunidades de aprendizado para a terceira idadeEntre conversas, risadas e novas descobertas, uma manhã dedicada à troca de experiências com o público da terceira idade marcou a quinta-feira (05), no Núcleo de Educação Ambiental Vale do Ipê, em Japeri. A ação da Prefeitura de Japeri, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, reuniu idosos em um encontro repleto de aprendizado, cuidado e convivência, através do projeto Raízes do Saber.Realizado em parceria com a Academia da Saúde e do Idoso, o evento também apresentou uma novidade que despertou grande interesse do público: a divulgação de 35 vagas para o curso Terceira Idade Digital, iniciativa do Game Graft Japeri, primeira escola de jogos eletrônicos do Brasil. O curso tem como objetivo auxiliar os idosos no uso do celular e da tecnologia no dia a dia, promovendo mais autonomia e, principalmente, mais segurança.Durante a programação, equipes do Monitora Rios levaram ao encontro a Agenda Azul, com atividades de educação ambiental pensadas especialmente para o público idoso. A ação contou com roda de conversa, troca de saberes, atividades sensoriais e temas ligados ao uso de ervas medicinais, reforçando que o conhecimento não tem idade e que aprender também é um ato de afeto e pertencimento. A concessionária Águas do Rio também esteve presente, apoiando a iniciativa e oferecendo atividades ao público.
Para a secretária municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Meire Lucy, o projeto reforça o valor do diálogo entre gerações e do saber popular.“Trouxemos um grupo da melhor idade para um evento de grande importância para o nosso município. O Raízes do Saber contou com a parceria da Academia da Saúde, e os idosos dividiram conosco seus conhecimentos sobre ervas medicinais, fortalecendo essa troca tão rica”, destacou.Já a coordenadora da Academia da Saúde, Fabiana Oliveira, explicou que a proposta do curso de inclusão digital é garantir mais independência e proteção aos participantes.
“A ideia é que eles consigam mexer no celular com mais confiança, aprendam a usar os aplicativos e também se protejam, porque infelizmente os golpes têm atingido muito esse público”, afirmou.O anúncio do curso gerou identificação imediata. Muitos idosos relataram que ainda dependem de familiares para realizar tarefas simples no celular, como enviar mensagens, utilizar aplicativos ou acessar serviços bancários.A aposentada Joana Maria dos Santos, de 74 anos, moradora de Citrópolis, contou que deseja aprender para conquistar mais autonomia.“Quero aprender a mexer no celular. Peço ajuda à minha filha, mas quero aprender sozinha. Tenho dificuldade, mas quero usar os aplicativos. Até para banco, é ela que faz para mim”, disse.Já a pensionista Maria José de Souza Fernandes, de 62 anos, moradora de Santo Inês, destacou que o curso representa mais segurança e atualização.
“Quero me atualizar mesmo. Tem coisas que eu não entendo, mas quero aprender. Uso aplicativos e fico com medo de abrir”, relatou, reforçando a importância da iniciativa.Além das inscrições para o curso de inclusão digital, o encontro também contou com distribuição de mudas, biotinta, caixas entomológicas e uma caixa sensorial, fortalecendo a conscientização ambiental e a importância de manter viva a conexão com a natureza em todas as fases da vida.

